Adrean Brea Sanchez, 37 anos, trabalhou até quinta-feira, 21, em um posto de saúde no interior de Minas Gerais, na cidade de Pirapetinga, quando recebeu o comunicado da secretaria de saúde que a Organização Pan Americana de Saúde havia cancelado seu contrato.
Por e-mail, recebeu a informação que o governo cubano já havia marcado seu retorno para Cuba, no dia 5 de dezembro, em um voo que parte de Brasília. Como de praxe, o governo só irá informar o voo e horário, 24 horas antes de partir e Adrean está a mais de mil quilômetros da capital federal.
No entanto, o cubano diz que não vai cumprir a ordem do governo e que não tem medo de represálias, ele quer ficar no Brasil. “Trabalho recolhendo lixo, ou varrendo rua, mas quero ficar no Brasil. Para Cuba eu não volto, não acredito mais no governo cubano”, disse o médico em tom de revolta.