Está acontecendo nesta sexta-feira, nas dependência da Associação Atlética Banco do Brasil, em Ijuí, a assembleia extraordinária que pode decidir o futuro da Cotrijuí. Os advogados da Brizola & Japur que hoje fazem a liquidação judicial da cooperativa apresentaram o levantamento financeiro aos cooperados presentes no local.
De acordo com os liquidantes, um dos setores mais atingidos é o do recursos humanos, onde houve corte de 940 funcionários em janeiro para 369, atualmente. Hou um novo planejamento na rede de supermercados.
Em 2012 a Cotrijuí tinha um faturamento de R$ 1,2 bilhões e o lucro girava em torno de R$ 1 milhão. Em 2017, o faturamento foi de R$ 395 milhões e o lucro é negativo, de R$ 326 milhões, segundo os próprios liquidantes, houve um total descontrole contábil.
Em sua manifestação, o prefeito Valdir Heck salientou que “estamos em uma encruzilhada. Ninguém deseja o fechamento da Cotrijuí, mas me agradou saber que a dívida não aumentou, foi estancada a sangria”, disse Valdir, que foi além, dizendo que a falta de administração ocorrida nos últimos tempos afetou toda a região e que espera a Cotrijuí firma e vigorosa, como em seus áureos tempos.
O promotor de Justiça, José Garibaldi, do Ministério Público de Santo Ângelo, pediu aos associados presentes que procurem o MP de Santo Ângelo para denunciar possíveis ações de crimes organizados ocorridos dentro da cooperativa no passado. “Essas ações tem que ser denunciadas e investigadas pelo MP”, disse Garibaldi.
Ao final da explanação foi aberto um espaço aos cooperados e não cooperados para questionamentos sobre a situação da Cotrijuí.