Condenado à prisão pela morte do filho Bernardo, o médico Leandro Boldrini pode ter seu registro profissional cassado. O Cremers (Conselho Regional de Medicina do RS) havia aberto uma sindicância assim que, em abril de 2014, veio à tona o assassinato do menino, de 11 anos. A corregedoria da entidade, no entanto, aguardava o resultado do julgamento para dar sequência ao procedimento.
Hoje, a corregedoria do Cremers deve entrar em contato com a Justiça para dar andamento à sindicância. O presidente do Cremers, Eduardo Trindade, afirma que vários elementos serão considerados. “É aberto um processo para avaliar a conduta, e pode evoluir para eventual cassação. Várias informações foram levantadas pela investigação, pelo Ministério Público, e durante o julgamento. Agora serão avaliadas para se tomar as medidas cabíveis.”
A previsão é de que o médico permaneça no regime fechado até 2027. Quando conseguir a progressão para o semiaberto, Leandro poderá deixar o presídio durante o dia para trabalhar, devendo retornar à noite. Se tiver o registro profissional cassado, a liberação para trabalhar pode ficar comprometida.