Os servidores que estão em greve, da empresa que presta serviço para o Samu, no RS, dizem que só vão voltar ao trabalho quando os salários forem pagos. A paralisação teve inicio na noite de segunda feira (13). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), isso deve acontecer ainda nesta quarta (15)
Terça-Feira (14), a Procuradoria-Geral do Estado permitiu a secretaria a realizar o pagamento direto aos funcionários, sem passar pela empresa terceirizada.
De acordo com os funcionários da empresa terceirizada, a cada turno, um rádio-operador e um telefonista realizam os atendimentos da central no 192, até que a situação esteja normalizada. A Secretaria de Saúde diz que os servidores foram remanejados e os funcionários da terceirizada teriam voltado ao trabalho. O SES informa que, o pagamento esta sendo realizado á medida que os trabalhadores estão apresentando seus documentos
Com a paralisação 493 cidades já são afetadas, alguns municípios contam com Samu municipal e não foram prejudicadas, entre elas, Pelotas, Bagé, Caxias do Sul e Porto Alegre.
No dia 14 (Terça-Feira), havia apenas uma funcionária, para realizar a tarefa do que normalmente é feito por 8. E dos 3 rádio-operadores, apenas 1 estava trabalhando.
“O salário está há dois meses atrasado, incluindo vale-transporte e alimentação. O pessoal não está conseguindo trabalhar porque não tem dinheiro. A gente está pagando, tirando do bolso o que tem para poder vir trabalhar”, disse um funcionário que não quis se identificar.
Em nota, a FA Recursos Humanos informou que o pagamento dos funcionários ficou comprometido com os bloqueios judiciais, especialmente o de mais de R$ 1 milhão, e que a manutenção dessa situação vai inviabilizar as atividades da empresa.
Confira a seguir as notas justificativas emitidas até o momento:
O Estado já começou a pagar os funcionários terceirizados do SAMU. A previsão é que até o final desta manhã, pelo menos 30% deles já estejam com seus salários em dia.
A empresa RA Recursos Humanos, contratada pela Secretaria Estadual de Saúde, mantém 150 funcionários telefonistas e rádio operadores no serviço de regulação do SAMU. A empresa deve salários desde maio, o que levou à greve.
Para garantir a manutenção do serviço, o Estado decidiu assumir emergencialmente o pagamento dos trabalhadores.
A Secretaria Estadual de Saúde ressalta que desde o início da greve, na segunda-feira, as medidas emergenciais imediatamente adotadas para suprir a falta de pessoal, com remanejamento de servidores públicos e apoio da prefeitura de porto alegre, não houve nenhum registro de prejuízo à saúde dos usuários decorrente de problemas com o atendimenjto do SAMU.
Em esclarecimento às notícias veiculadas nesta data, a empresa FA Recursos Humanos Ltda. informa que os pagamentos de todos os seus funcionários restou comprometido em virtude de bloqueios judiciais, determinados em caráter liminar (antes do trânsito em julgado), especialmente o arresto deferido pelo Meritíssimo Juízo da 5ª Vara do Trabalho de Caxias do Sul, nos autos do processo nº 0020646-17.2018.5.04.0405, no valor de R$ 1.042.000,00 (Um milhão e quarenta e dois mil reais), onde a empresa buscou, e continua tentando reverter tais constrições, uma vez que a manutenção destes sequestros inviabilizará a continuidade do empreendimento.