Uma moradora de Curitiba (PR) foi a primeira brasileira a receber um aparelho que funciona como um pâncreas artificial para o controle do diabetes. O procedimento foi realizado na segunda-feira (31). O pâncreas artificial fica ligado a um sensor que mede a glicemia. A informação é passada via bluetooth para o aparelho, que tem um reservatório para a insulina.
Todas as informações, como quantidade de insulina aplicada e se o hormônio está dentro do nível estabelecido pelos médicos, podem ser monitoradas por um aplicativo de celular. Os dados, inclusive, podem ser compartilhados em tempo real com os médicos e também com os familiares. No Brasil, o pâncreas artificial foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e custa R$ 24 mil.
A Associação Diabetes Brasil diz que vai pedir ao Ministério da Saúde que avalie a possibilidade de fornecer o aparelho de graça por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).
“É um sonho que a gente consiga um dia no SUS ter toda tecnologia disponível para todos”, diz Lucas Galastri, presidente da associação.