Animal que viveu no Rio Grande do Sul há milhões de anos pode ser o ancestral mais antigo de linhagem de dinossauros – NoroesteOnline.com

Animal que viveu no Rio Grande do Sul há milhões de anos pode ser o ancestral mais antigo de linhagem de dinossauros

26 de agosto de 2020
Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Um pequeno animal que viveu há 225 milhões de anos no Rio Grande do Sul pode ser o ancestral mais antigo dos dinossauros ornitísquios, que tinham chifres e armaduras, e o primeiro desta linhagem no Brasil. É o que constataram pesquisadores da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), que publicaram, nesta terça-feira (25), o estudo no periódico britânico Biology Letters.

A pesquisa propõe uma alteração na base da árvore evolutiva dos ornitísquios, mostra que este grupo não era apenas herbívoro – os primeiros seriam carnívoros – e inclui de volta à linhagem dos dinossauros os silessaurídeos, até então conhecidos apenas como parentes próximos dos dinos. Neste grupo, está o Sacisaurus agudoensis, que foi encontrado em Agudo, no Rio Grande do Sul.

Para chegarem a esta hipótese, o paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller e o aluno do curso de Ciências Biológicas Maurício Silva Garcia reuniram e estudaram, desde março, mais de cem fósseis de 62 espécies. Como não podiam trabalhar nos laboratórios da universidade, os dois atuaram a distância.

A árvore evolutiva dos dinossauros é composta por dois grupos principais, chamados de Saurischia e Ornithischia. Ambos tiveram origem durante o Período Triássico (entre 252 e 201 milhões de anos atrás), o primeiro dos três da Era Mesozóica (que culminou na extinção dos dinossauros).

A origem dos dinossauros saurísquios é bastante explorada, uma vez que são conhecidos diversos fósseis das formas mais primitivas deste grupo. Por outro lado, a origem dos ornitísquios é um grande mistério, pois não há registros seguros de ornitísquios em rochas do Período Triássico, enquanto em rochas dos Períodos Jurássico e Cretáceo o grupo é muito bem representado.

A partir de agora, a hipótese alternativa apresentada pelos pesquisadores gaúchos será testada à medida que novos esqueletos sejam descobertos e novas interpretações venham à tona.

Fonte: O Sul

EaD UNIJUÍ – 100% a distância

12 de maio de 2020
Copyrights 2018 ® - Todos os direitos reservados
Skip to content