Aplicativo brasileiro promete ajudar crianças com síndrome de Down no desenvolvimento da fala – NoroesteOnline.com

Aplicativo brasileiro promete ajudar crianças com síndrome de Down no desenvolvimento da fala

24 de março de 2019
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Quando a Sofia – diagnosticada com síndrome de Down – nasceu, a mãe e cientista da computação Marinalva Dias Soares procurou a colega Alessandra Alaniz Macedo, da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto. A ideia era criar uma tecnologia que pudesse ajudar não só a pequena Sofia, mas outras crianças com a síndrome, no desenvolvimento da fala. Foi aí que nasceu o aplicativo Sofia Fala.

Foram aproximadamente dois anos até desenvolver um app capaz de oferecer exercícios com figuras, palavras e sons que estimulassem a pronúncia das crianças. Por meio do app, a criança repete movimentos e sons – como um beijo –, palavras e frases. A partir daí, o aplicativo compara a informação recebida com um um padrão já existente.

No entanto, segundo Alessandra, o objetivo não é fazer o papel da terapia presencial, mas sim complementar. “O aplicativo deve substituir o uso dos tradicionais caderninhos que vão e voltam dos consultórios. O fonoudiólogo é que vai criar e definir o tratamento que a criança deve fazer. O profissional ainda tem acesso e pode acompanhar o desempenho do paciente”, explica.

Muito além da Síndrome de Down

Outro ponto positivo do software é que ele permite a criação de treinos que se adaptem às características de cada criança. Por isso, segundo as pesquisadoras, o Sofia Fala também poderá ser usado por crianças sem Down, mas que apresentem distúrbios na fala, assim como pacientes de outras idades que passaram, por exemplo, por acidentes vasculares cerebrais (AVC).

O sistema conta também com a participação de fonoaudiólogos, profissionais de terapia ocupacional, engenharia biomédica e psicologia e, atualmente, está em fase de testes. O protótipo já foi utilizado por crianças da ONG RibDown-RP, do Centro Integrado de Reabilitação do Hospital Estadual de Ribeirão Preto (CIR-HE) e ainda deve ser testado por novos grupos.

“Gostaríamos de incluir também vídeos. A visualização do movimento, além do áudio e de fotos, é importante pro desenvolvimento. Mas, pra isso, precisaríamos de novos parceiros”, explica Alessandra. Quem tiver interesse, basta entrar em contato com a equipe. A expectativa é de que o aplicativo esteja disponível para download até julho deste ano, na plataforma Android. No entanto, quem quiser também poderá testá-lo antes do lançamento. “As pessoas que entrarem em contato pelo e-mail receberão uma resposta automática com informações do projeto e entrarão numa lista para serem notificadas assim que o aplicativo estiver disponível para download”, finaliza Alessandra.

Fonte: O Sul

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