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Campanhas relacionadas ao Janeiro Branco alertam para o cuidado com a saúde mental em Cruz Alta

18 de janeiro de 2021

O cuidado com os pacientes que diariamente frequentam o Centro de Atenção Psicossocial de Cruz Alta começa no quintal do CAPS Saber Viver, onde são realizadas diversas oficinas como a de jardinagem. Esse é apenas um exemplo dos muitos que ajudam no tratamento dos cadastrados, como explica o psicólogo e coordenador da unidade, João Alberto Sampaio Juchem Filho. “Penso que a atividade de Caps, por excelência, são as oficinas terapêuticas, pois trata-se de atividades que promovem encontro, autonomia, formas de expressão, mostrando que aquele sujeito, dentro de sua condição, pode produzir algo. As oficinas possibilitam refazer laços fragilizados pelo sofrimento”.

A eficácia do trabalho é reconhecida por quem frequenta o Centro de Atenção Psicossocial como relata este paciente: “Aqui eu aprendi a cultivar meus sonhos e meus potenciais, essas são mudas pra minha oficina de jardinagem, sou grato a toda equipe por me acolher. Tudo de mais maravilhoso a todos e que sempre carreguem essa energia que só faz bem a todos nós.” (depoimento deixado na rede social do CAPS)

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalente a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é ainda o país com maior prevalência de ansiedade no mundo (9,3%).

A campanha Janeiro Branco faz alusão ao início do ano, expressando uma “página em branco” para ser preenchida com novas metas, objetivando o bem-estar da saúde mental. Como comenta a Coordenadora das três unidades do CAPS, Nairana Melo. “As campanhas são evidenciadas nesse mês, mas queremos chamar a atenção de que a saúde mental dever ser tratada de janeiro a janeiro. Queremos que as pessoas olhem para dentro de si e saibam quando precisam de ajuda”, destacou.

É para ajudar essas pessoas que o CAPS desenvolve um trabalho sério e inclusivo, buscando identificar pessoas que sofrem de algum transtorno e ainda não procuraram ajuda. Em Cruz Alta são três unidades: um CAPS infantil e dois adultos, um para transtornos mentais e outro para dependência química. Nesses espaços os pacientes recebem acolhimento, participam de integração e reinserção social. O tratamento é disponibilizado pelo SUS e acessível a todos, mediante encaminhamento ou demanda espontânea.

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