Câncer de estômago: comer muito sal e produtos industrializados eleva risco de tumor – NoroesteOnline.com

Câncer de estômago: comer muito sal e produtos industrializados eleva risco de tumor

12 de setembro de 2019
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O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é o quinto tumor mais comum em todo o mundo. No Brasil, ele é o terceiro tipo da doença mais frequente entre os homens e é o quinto no grupo feminino, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Embora a problema tenha diversas causas, está fortemente associado a uma dieta ruim, especialmente rica em alimentos industrializados e/ou em sal (sódio) e pobre em vegetais.

O estômago pode ser definido como um órgão muscular em forma de feijão, situado entre o esôfago e o intestino delgado. Ele é composto por três partes: a cárdia, o corpo (fundo) e o antro. A sua função é atuar no processo de digestão. Tudo o que você come entra no estômago por meio do esôfago.

1) O que é câncer de estômago?

O câncer é uma proliferação anormal de células que podem se desenvolver a partir de qualquer tecido, inclusive no estômago. Quando essas células migram para a corrente sanguínea, pelos vasos linfáticos ou pelas cavidades, elas podem levar ao estabelecimento de uma metástase.

2) O que provoca a doença?

As causas dos tumores gástricos são multifatoriais, isso é, podem decorrer de várias situações, desde ambientais até genéticas. Veja abaixo os fatores de risco associados ao problema: Idade (é mais comum entre pessoas de 60-70 anos, embora esteja avançando entre os jovens também); Tabagismo; Sedentarismo; Obesidade; Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) – geralmente relacionada à falta de saneamento básico e hábitos de higiene; Lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal); Histórico familiar –ter parentes de primeiro grau (pai ou mãe, irmãos, tios) — com câncer de estômago pode indicar a propensão para uma síndrome, o câncer gástrico difuso hereditário; Dieta rica em sal, em conservantes como os nitratos (presentes em embutidos e outros alimentos industrializados); Dieta pobre em frutas e vegetais; Consumo de carnes processadas (salsicha, linguiça, hambúrguer industrializado etc.).

3) Como reconhecer os sintomas?

Em geral, quando o tumor é pequeno ele é silencioso. E caso haja algum sinal, pode se confundir com outras manifestações benignas.

Já em caso mais avançado, a depender da localização do tumor, como na parte do esôfago que liga o estômago, ou na região em que o estômago se liga ao intestino (o duodeno), podem ser notados sintomas de obstrução: náusea, vômitos, sensação de plenitude. Anemia, perda de apetite e de peso também podem ser observadas.

4) Qual médico procurar?

O câncer de estômago, diferentemente do câncer de mama ou do câncer de próstata, por exemplo, não tem um exame de detecção precoce.

Caso os sintomas já mostrados persistam por mais de duas semanas, é preciso procurar o médico para fazer uma investigação. O especialista pode ser um clínico geral, que será capaz de verificar os sinais de alerta, ou um gastroenterologista.

Importante lembrar que o diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de cura.

5) Como é feito o diagnóstico?

Na hora da consulta, o médico ouvirá sua história e fará um exame físico (palpação), especialmente para verificar as condições da região do abdome.

Na sequência, o especialista deve solicitar uma endoscopia digestiva. Esse exame se utiliza de um tubo flexível para visualizar as condições de aparelho digestivo. Quando os sintomas já existem há muito tempo, essa requisição é considerada obrigatória.

Caso o resultado da endoscopia revele uma lesão, o exame seguinte é a biópsia (retirada de parte do tecido local para análise). Na maioria das vezes, é ela que define o diagnóstico.

A etapa seguinte prevê a requisição de tomografia computadorizada. O objetivo é conhecer a extensão da enfermidade.

6) Como é feito o tratamento?

A partir do resultado da tomografia, o médico terá informações que definirão a melhor estratégia terapêutica. A cirurgia para retirada total ou parcial do estômago é considerada a principal delas, o que pode abranger também gânglios ao redor do órgão e suas margens. A quimioterapia, a radioterapia e até a endoscopia (10% dos casos) podem compor o plano de tratamento.

“Importante saber que a tendência atual é que eles sejam sempre associados, isso porque cada tratamento tem um objetivo. A cirurgia age localmente e ao redor do tumor, mas não combate células circulantes, que é a função da quimioterapia”, esclarece Felipe Coimbra, chefe do Departamento de Cirurgia Abdominal do A. C. Camargo Cancer Center.

Fonte: O Sul

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