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Em meio a pandemia, comerciantes veem seus negócios minguarem por conta de obra que não tem fim

16 de fevereiro de 2021

Obras sem fim na Bento Gonçalves deixam comerciantes no prejuízos e moradores inconformados

As obras de saneamento básico na rua Bento Gonçalves em Ijuí, no bairro São José, estão há meses em execução, e como dizem os moradores, parece não ter mais fim. A via foi aberta no meio acerca de quatro meses, já havia sido aberta outras vezes nas laterais e os moradores já haviam trancado a rua pedindo asfaltamento em 2020.

No entanto, a situação agora é bem pior, as obras se arrastam há meses, em mais de 400 metros da via há muito barro, lama e sujeira, além dos buracos. A sujeira acaba indo para dentro das casas, apartamentos e estabelecimentos comercias existentes na via. Por muitas vezes, os moradores sequer conseguiam guardar seus carros nas garagens, conforme relatos recebidos pela reportagem. Além disso, os comerciantes que mantém mercados, eletrônicas, oficinas, distribuidoras de alimentos e outros comércios neste trecho da via, estão vendo seus comércios minguarem dia após dia, já que com a rua no estado que se encontra, os clientes diminuíram.

No trecho há comércios antigos e outros novos, que mal abriram as portas e já estão pensando em fechar. Condomínios convivem a sujeira da terra vermelha, sem contar o lama que se espalha por toda parte a cada chuva.

O sócio proprietário do Mercado Itália, tradicional na cidade de Ijuí, Tiago Sangiogo, relatou que todos sabem que “as obras são necessárias para melhorias, porém nunca foi visto tanto descaso com a população e empresários como o que está acontecendo nestas obras executadas pela Corsan”.

“Sou engenheiro e trabalhei com obras na iniciativa privada por mais de 10 anos, sei que imprevistos acontecem, alguns desvios durante a execução, porém sempre que isso ocorra, é preciso um plano de ação de urgência para que o impacto no final da obra e a todos os envolvidos seja o menor possível. Desde que essa obra iniciou, ninguém teve a capacidade de vir conversar com os moradores ou com os empresários desta rua, para pelo menos relatar o que está acontecendo. O que vemos, é que diferentemente do que acontece na iniciativa privada, a gestão pública não está preocupada com ninguém, não tem compromisso com os clientes (população) pois não estão fazendo nenhum favor, estão prestando um serviço pago e por sinal muito bem pago uma vez que não possui nenhuma concorrência então cobram o preço que querem” explicou Tiago.

“Imagina se minha empresa resolvesse fazer uma obra na rua e ficasse 4 meses trancando a rua! Ah com certeza já estaríamos presos ou seríamos penalizados. Aí já que é uma obra pública, não tem nenhuma gestão, cobrança, controle, multa contratual por atraso ??? Cadê o contrato entre prefeitura x Corsan? Cadê a fiscalização?” indignou-se o empresário.

Tiago relatou ainda que contabiliza prejuízos significativos na sua empresa, que variam de 30% a 40% sendo que inclusive teve que realizar demissão de funcionários em plena pandemia devido a baixo do movimento. “Clientes chegam nas placas nas duas pontas da rua e retornam, pois acham que não tem trânsito na rua, e com razão, pois está intransitável desde 18 de novembro de 2020. Não estamos mais aguentando e pior que não se sabe nem a quem recorrer, um empurra pro outro e ninguém resolve nada. Precisamos ação”, finalizou Tiago.

Fotos: Noroeste Online

 

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