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Já são dez as montadoras que vão parar ou reduzir a produção em suas fábricas no País; a falta de peças dificulta o trabalho

27 de março de 2021

Mais duas fabricantes de veículos, a Honda e General Motors, anunciaram, nesta sexta-feira (26), que vão suspender a produção em suas duas fábricas por causa do agravamento da pandemia da covid-19 em diversas regiões do País. Agora são dez grandes montadoras que decidiram pela suspensão da produção principalmente ao longo da próxima semana e da seguinte.

A Honda vai suspender as atividades de produção nas fábricas de automóveis e peças de Sumaré e de Itirapina, ambas em São Paulo. A empresa reforça que as medidas “visam preservar a saúde e segurança das pessoas” e que “segue empenhada em minimizar os impactos da pandemia em sua cadeia de valor, bem como, os inconvenientes ao consumidor”.

Na GM será paralisada a fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, entre segunda-feira e 5 de abril, conforme acerto feito com o sindicato dos metalúrgicos local. A empresa informa que está seguindo o direcionamento da Prefeitura de antecipar feriados futuros para reduzir a circulação de pessoas para tentar conter a aceleração da pandemia.

Na quinta-feira (25), confirmaram paradas totais a Renault, a Toyota e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), juntando-se, assim, à Volkswagen, Mercedes-Benz, Nissan e Scania. A Volvo reduziu sua produção de caminhões em 70% e deu férias para parte dos funcionários.

Além de atenderem pedidos dos sindicatos de trabalhadores, as empresas também estão alinhadas com autoridades municipais e estaduais que juntaram feriados do ano com o da Páscoa para contribuir com o isolamento social em um momento em que o número de casos de contaminação com o coronavírus cresce e os hospitais estão lotados.

A Toyota fechará suas quatro plantas industriais em São Bernardo do Campo, Indaiatuba, Sorocaba e Porto Feliz, todas em São Paulo, por dez dias. O grupo emprega 5,6 mil trabalhadores. Em períodos similares também serão interrompidas as linhas de carros da Renault em São José dos Pinhais (PR) e as de caminhões e ônibus da VWCO em Resende (RJ).

Falta de componentes

Todas as empresas afirmam que estão seguindo protocolos rigorosos de segurança adotados desde o retorno às fábricas no ano passado, após permanecerem fechadas por dois meses.

A VWCO informa que, além da pandemia, enfrenta “situação crítica de desabastecimento de peças”. Esse foi o motivo que levou a General Motors a dar férias coletivas de 20 dias para os trabalhadores de Gravataí (RS) neste mês e, depois, mais dois meses de suspensão de contratos (lay-off) para parte deles. A fábrica de São José dos Campos (SP) opera com metade de sua capacidade pelo mesmo motivo e 600 funcionários estão em lay-off.

A Mercedes-Benz suspendeu toda a produção em São Bernardo (SP) e em Juiz de Fora (MG) de hoje até dia 5, mas, no retorno, vai dar férias coletivas de 12 dias a grupos de 1,2 mil trabalhadores do ABC, em esquema de revezamento que poderá se estender até o fim de maio.

Já tinham anunciado paradas por períodos similares a Nissan, com fábrica em Resende, e a Scania, de São Bernardo. A Volvo informou que vai operar com apenas 30% de sua capacidade produtiva e colocar parte dos funcionários em férias coletivas.

A Volkswagen foi a primeira a anunciar, há uma semana, a paralisação de toda a produção em suas quatro fábricas em São Bernardo, São Carlos e Taubaté, em São Paulo, e de São José dos Pinhais, no Paraná. Os trabalhadores do grupo estão em casa desde a última quarta-feira.

Em 2020, em razão da pandemia, as vendas de veículos caíram 26% e a produção, 31,6%. A previsão para o ano era de recuperação de 15% nas vendas (para 2,4 milhões de unidades) e de 25% na produção (2,5 milhões). A nova onda da pandemia, mais forte que a anterior, e a falta de componentes, reflexo das paradas no ano passado, devem atrapalhar os planos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Sul

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