Pelo menos 83% dos principais países afetados pelo coronavírus adotaram o “lockdown”, aponta levantamento – NoroesteOnline.com

Pelo menos 83% dos principais países afetados pelo coronavírus adotaram o “lockdown”, aponta levantamento

18 de maio de 2020
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Um levantamento sobre ações de combate à pandemia do coronavírus em 24 países apontou que 83% deles adotaram “lockdown” e 13% o isolamento vertical para frear o aumento no número de casos.

Além disso, diversas nações se organizaram para produzir soluções locais para a pandemia, como quebra de patentes e fomento à pesquisa. A análise é do Mapa Covid-19, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e não inclui as ações do Brasil – os dados nacionais serão analisados na próxima etapa do projeto.

O resultado da análise mostra que, nas nações avaliadas: 96% adotaram medidas de estímulo a empresas, produção de pesquisas, e de bens e serviços; 88% adotaram políticas de transferência de renda; 79% reduziram ou alteraram tributos; 29% fizeram intervenção na propriedade privada (como quebra de patentes ou requisição de serviços).

O “lockdown” é a medida mais radical para evitar a circulação de pessoas e a propagação do vírus. A medida é decretada pelo poder público. No Brasil, ela foi implementada em alguns locais, como São Luis e outras três cidades do Maranhão; em quatro cidades no interior do Amazonas; Belém e outras 16 cidades do PA; e mais de 30 cidades do Tocantins.

No estado de São Paulo, o governo diz que o protocolo está pronto, mas ainda não será adotado. O presidente Jair Bolsonaro é contra a medida. O isolamento vertical se refere à restrição de circulação de pessoas no grupo de risco para a Covid-19. No Brasil, 86 milhões de pessoas estão nesta situação.

O levantamento analisa dados da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Japão, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia, Singapura, Suécia e Turquia.

“Até o momento, grande parte das análises olham para dados de contaminação, com número de casos e mortes, mas não nos orienta sobre o que fazer. A resposta a essa pergunta depende de experiências para nos inspirar. Uma das ideias centrais da pesquisa é mostrar modos diferentes de ação”, afirma Daniel Vargas, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do projeto, que conta com a participação de alunos dos cursos de direito e economia.

Além das medidas de restrição de circulação, o levantamento também mapeou outras ações de enfrentamento à pandemia.

Restrição à circulação de pessoas

De acordo com o levantamento, 96% dos países analisados adotaram medidas de restrição à livre circulação de pessoas; sendo 83% a de lockdown e 13% a de isolamento vertical.

Os países que adotaram lockdown foram África do Sul, Alemanha, Argentina, Alemanha, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, e Singapura. Os que fizeram isolamento vertical são Coreia do Sul, Suécia e Turquia.

Entre os destaques, os pesquisadores apontam que, na Rússia, o lockdown está em vigência desde o fim de março. O monitoramento é feito com reconhecimento facial, geolocalização de smartphones e QR codes de permissão para sair de casa.

Segundo os pesquisadores, também foram criadas leis com sanções penais para quem quebrar a quarentena ou espalhar notícias falsas sobre o coronavírus, que podem chegar a até sete anos de prisão.

Fonte: O Sul

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