Voto de minerva do presidente da Câmara rejeita criação de novas coordenadorias na Prefeitura de Ijuí
Uma sessão tumultuada e marcada por intensa articulação política movimentou a Câmara Municipal de Vereadores. Em uma votação acirrada, o Poder Legislativo rejeitou o projeto de lei do Poder Executivo que previa a regulamentação de novos cargos na estrutura da Prefeitura de Ijuí, dentre os quais se destacavam as coordenadorias da Mulher, Relações Institucionais e de Segurança Pública.
A proposta acabou dividindo o plenário exatamente ao meio, resultando em um empate de 8 votos a 8 entre as bancadas de situação (favoráveis ao governo) e de oposição.
Com o cenário de empate, a responsabilidade de decidir o futuro do projeto ficou nas mãos do presidente da Casa, o vereador e ex-capitão da Brigada Militar, Gilmar Bischof.
Em seu voto de minerva, Bischof posicionou-se contra a criação dos novos cargos. A decisão gerou forte repercussão e críticas de parlamentares aliados ao governo, que defenderam a importância das pastas — especialmente a Coordenadoria da Mulher — para o fortalecimento de políticas públicas de proteção e segurança voltadas ao público feminino no município.
Manobra de Votação em Separado é Rejeitada
“Precisamos avaliar o mérito de cada pasta individualmente, pois são demandas distintas da nossa comunidade”, disse Ricardo Adamy, vereador.
Tentando salvar ao menos parte do projeto, o vereador Ricardo Adamy apresentou uma proposta para que a votação dos cargos fosse realizada de forma separada (destacada). A intenção era permitir que coordenadorias com maior apelo social fossem votadas independentemente do restante do pacote administrativo. “A manobra de votar o projeto em separado foi a mesma utilizada pela própria oposição em 2025 quando o mesmo projeto foi apresentado, o que causou surpresa, agora, a não aceitação do voto em destaque, como a própria oposição havia pedido na legislatura passada”, explicou Adamy.
Contudo, a manobra foi prontamente rejeitada pela presidência da Casa, comandada por Gilmar Bischof, que manteve a votação do texto integral, culminando na derrubada total do projeto.
Sem a criação da coordenadoria da mulher, a situação entende que há um prejuízo para a população, tendo em vista que hoje há o aumento das políticas públicas voltadas ao público feminino, garantindo melhorias diretas na segurança, na autonomia financeira, na saúde e na rede de apoio.
Confira como foram os votos:
