O Brasileirão-2019 tem início neste final de semana e terá auxílio do VAR para evitar erros dos árbitros. Mas a novidade não será apenas a tecnologia. O principal campeonato nacional do País passará a adotar as principais mudanças da regra do futebol determinadas pela International Board neste ano. A previsão era de que as alterações ocorreriam no meio de 2019, porém, a Comissão de Arbitragem pediu autorização para adiantar as medidas, com o objetivo de evitar duas regras no mesmo torneio.
As alterações serão válidas nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro e a partir das oitavas de final desta edição da Copa do Brasil. O LANCE!traz as principais novidades para os torcedores ficarem atentos durante a disputa das competições: bola na mão, cartões, recuo, bola ao chão, cara ou coroa… Confira as explicações abaixo:
SAÍDA DE CAMPO NO MOMENTO DA SUBSTITUIÇÃO
A partir do início do Brasileirão, todo jogador que for substituído deverá sair de campo pela linha mais próxima no momento, exceto se o árbitro autorizar que a saída seja feita pelo meio do campo. Antes não havia a obrigação para que o atleta agilizasse a troca por uma linha mais próxima, mesmo que o árbitro tentasse. A medida tem como objetivo diminuir o tempo de bola parada nas substituições.
APLICAÇÃO DE CARTÕES PARA A COMISSÃO TÉCNICA
Com as novas regras, os árbitros terão a liberdade para aplicar cartões amarelos e vermelhos para qualquer membro da comissão técnica, podendo julgar a gravidade do ato irregular desde uma advertência verbal até a expulsão. Caso uma pessoa não seja identificada no momento da punição, o técnico levará o cartão. Atualmente, a arbitragem só pode expulsar ou advertir verbalmente.
TIRO DE META E TIRO LIVRE DENTRO DA ÁREA
Quando o tiro de meta ou um falta dentro da área a favor da defesa for batida, a bola estará em jogo a partir do momento em que ela estiver em movimento. Não haverá mais a necessidade de que a bola saia da grande área para o lance valer. Dessa forma, o jogo passa a ficar mais rápido e mais dinâmico.
BOLA AO CHÃO
A “bola ao chão” será jogada somente para o último jogador que tocou na bola antes da paralisação do jogo. Os outros atletas terão de ficar a, no mínimo, três ou quatro metros de distância. Caso a “bola ao chão” aconteça dentro da grande área, a bola será jogada ao somente ao goleiro. Atualmente esse tipo de disputa gera confusões e tentativas de ludibriar a arbitragem.
No caso de a bola tocar no árbitro ou em algum membro de arbitragem interferindo em algum lance durante o jogo, será obrigatória a paralisação da partida com “bola ao chão” nos moldes explicados no tópico acima. Antes os homens de preto nada podiam fazer nessas situações, apenas deixar o duelo seguir.
MÃO NA BOLA/BOLA NA MÃO
Além de a mão intencional continuar sendo uma infração, a partir do Brasileirão a mão não intencional, ou seja, aquela que toca sem querer no braço do atleta, passará a ser considerada faltosa nas seguintes situações:
– Mão ou braço acima dos ombro, uma vez que o jogador assume o risco em um gesto antinatural;
– Aumento da distância da mão ou do braço em relação ao corpo, de uma forma antinatural, ampliando o espaço ocupado pelo atleta;
– Gol marcado com um toque de mão/braço, mesmo que sem a intenção;
– Jogador toma a posse de bola com o uso da mão/braço, mesmo que de forma não intencional, e cria uma situação de gol.
Há exceção na punição para os seguintes cenários:
– Bola rebatida no próprio corpo ou no corpo de um companheiro/adversário próximo, de modo que não tenha havido tempo de reação para evitar o toque;