Comunidade abraça salvamento de prédio histórico em Rio Pardo – NoroesteOnline.com

Comunidade abraça salvamento de prédio histórico em Rio Pardo

14 de novembro de 2019
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Um grupo de pessoas da comunidade ou com laços familiares com Rio Pardo decidiu unir-se para garantir a preservação do prédio mais antigo da cidade. A Associação de Amigos do Solar do Almirante (Aasa), fundada em 17 de janeiro deste ano, receberá nesta quinta-feira do prefeito Rafael Reis Barros as chaves do prédio que abrigou durante muitos anos o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo. O ato ocorre na frente do prédio, mas em caso de chuva será no gabinete do prefeito. No dia 5 de novembro, a entidade já obteve a cessão de uso provisória do imóvel da Superintendência do Patrimônio Histórico da União.

Construído em 1790, o Solar Almirante Alexandrino de Alencar não recebe mais pessoas para visitação desde o final de 2016, quando foi brevemente reaberto após a inauguração das obras de reforma. No entanto, em consequência das infiltrações e outros problemas estruturais, o prédio pouco depois voltou a ser fechado, com a transferência de parte do acervo do museu para o Centro Regional de Cultura Rio Pardo. Preocupada com a manutenção e conservação do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural que sofre com o abandono e a deterioração em Rio Pardo, a Aasa pretende, inicialmente, dar prioridade ao solar.

A presidente da entidade, Patricia Boeira da Fontoura, afirma que possui paixão pela história de Rio Pardo e do Rio Grande do Sul. A preocupação com o solar surgiu ao ver um vídeo no ano passado sobre as condições internas do prédio. Ao conversar com amigos, em pouco tempo surgiu a articulação de um grupo de 12 mulheres e começou o primeiro passo para a formação da associação, com a elaboração do estatuto. “A preocupação principal da entidade é tomar iniciativas que produzam riquezas, cultura e vida social para Rio Pardo”, destaca Patricia.

Por meio de indicações, o grupo envolveu pessoas com conhecimento na área do patrimônio histórico para traçar os objetivos do restauro. Patricia explica que havia conhecimento que a cessão de uso do prédio não pertencia mais ao município de Rio Pardo. Diante disso, houve contatos com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) e o Ministério Público Federal, com o encaminhamento de toda a documentação para obter a cessão do solar.

Profissional do Futuro Unijuí

3 de julho de 2026
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