Os gastos com saúde no Brasil alcançaram R$ 608,3 bilhões em 2017, o que representou 9,2% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país naquele ano. A fatia, porém, foi menor do que a registrada em 2016 (9,3%). Esse foi o primeiro recuo no total de gastos com saúde desde 2011, mostra a Conta-Satélite de Saúde, que o IBGE divulga hoje (20).
Em 2017, do total de despesas com saúde, R$ 354,6 bilhões (5,4% do PIB) foram gastos de consumo das famílias e instituições sem fins lucrativos que prestam atendimento à população, e R$ 253,7 bilhões (3,9%) do governo.
Desde início de série histórica, a fatia das famílias nas despesas com saúde supera a parcela do governo em volume. Em 2010, o gasto do governo foi de 3,6% do PIB, chegou a 4% em 2016, mas caiu para 3,9% no ano seguinte. Já a parcela das famílias ficou em 4,3% em 2010, recuou para 4,2% um ano depois, e seguiu crescendo até chegar a 5,3% do PIB em 2017. A técnica de Contas Nacionais do IBGE, Tassia Holguin, observa que o crescimento ocorreu mesmo no período de crise.
“Isso porque saúde é um serviço essencial. Se a pessoa depende de um medicamento, ela não vai deixar de comprá-lo imediatamente diante de uma dificuldade financeira. Ela remaneja recursos para continuar tomando o remédio”, comentou ela, acrescentando que o aumento dos gastos públicos e privados com saúde está diretamente ligado ao envelhecimento da população.