Há 18 meses a OMS declara mundialmente a pandemia do Covid-19. O vírus que teve início na China já havia se alastrado por quase todo o mundo com transmissão local em diversos países. O Sars-CoV-2, novo coronavírus que causa a doença da Covid-19, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China. Antes do surto de infecções na cidade, o novo coronavírus nunca tinha sido detectado em humanos.
Nesses 18 meses o estilo de vida de toda a população mudou. Houve quem adotou todos os protocolos de segurança e prevenção ao Covid e houve também quem ignorou totalmente as recomendações e até quem duvidou que o vírus existisse. Infelizmente o preço que se pegou em boa parte do mundo foi alto, até hoje, 4,55 milhões de pessoas morreram devido a doença. É como se toda a população da Irlanda, por exemplo, deixasse de existir em 1 ano e meio.
Nesse um ano e meio a maioria das pessoas passou a usar máscaras diariamente, passaram a lavar mais as mãos, passaram a trocar calçados para sair na rua e entrar em casa, o álcool em gel nunca foi tão utilizado como nesses últimos 18 meses e obviamente o contato social diminuiu drasticamente, o que para algumas pessoas, acabou gerando problemas depressivos.
Os Estados Unidos acabaram sendo, oficialmente, o país mais atingido pelo vírus com 41,1 milhões de pessoas contaminas e 664 mil mortes, algo até antes da pandemia, impensável para a maior potência mundial.
Com medidas restritivas em todas partes do mundo e lockdowns feitos em diversos países em tempos diferentes, se iniciou uma crise industrial que acabou encarecendo os produtos de praticamente todos os segmentos. Também houve a falta de matéria que prejudicou a industria e tudo isso foi direto para o bolso do consumir, que começou a pagar por tudo mais caro, desde os alimentos até automóveis. O mundo todo sofreu e ainda está sofrendo com a inflação, até mesmo nos Estados Unidos a economia foi afetada com uma crise onde a população sente o aumento de até 50% em determinados produtos. Aqui não foi diferente, no bolso dos gaúchos especificamente, pesa mais o aumento dos combustíveis e dos alimentos, além das taxas de água e luz.
A pandemia caminha para seu fim, com a vacinação em massa nos principais países do mundo, como em Portugal, onde nesta semana mais de 80% da população foi vacinada o uso de máscara não é mais obrigatório, assim como nos Estados Unidos. O Brasil segue o mesmo caminho e estima-se que até o final do ano boa parte do mundo tenha voltado a normalidade.
A última pandemia havia acontecido no século passado, há mais ou menos 100 anos, com a gripe espanhola. Por quase 3 anos que durou a pandemia, morreram mais de 17 milhões de pessoas e mais de 500 milhões foram contaminados. A pandemia do Covid deve acabar antes e assim como há 100 anos, apesar dos sofrimentos pelas mortes e das angústias dos enfermos, a população vai se reinventar e a crise mundial, deve diminuir logo após a pandemia se encerrar.