O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que a solenidade de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi antecipada em duas horas e ocorrerá às 15h do dia 1º de janeiro. Segundo ele, a mudança atende a um pedido do próprio Bolsonaro.
A cerimônia está sendo organizada por uma equipe multidisciplinar com integrantes do Congresso Nacional, da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. Haverá solenidades nos três locais.
Orçamento
Eunício disse ainda que pretende se reunir com os integrantes da área econômica do governo eleito. De acordo com ele, na pauta está a possibilidade de mudanças na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2019. O senador afirmou que está à disposição para colaborar com a nova equipe. Segundo ele, é importante que o governo eleito tenha ciência do orçamento que vai implementar.
Equipe ministerial
Bolsonaro confirmou sete nomes da sua equipe ministerial. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, o presidente eleito avisou que pretende reduzir de 29 para até 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. Já foram confirmados nos respectivos cargos os seguintes nomes:
Onyx Lorenzoni
Deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul, assumirá a Casa Civil. Por enquanto, atua como ministro extraordinário da transição.
General Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Oficial da reserva, assumirá o GSI (Gabinete de Segurança Institucional). É chamado de “conselheiro” pelo presidente eleito.
Paulo Guedes
Economista que acompanhou Bolsonaro durante a campanha, ocupará o Ministério da Economia (unindo Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio).
Sérgio Moro
Juiz federal, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato, assumirá o Ministério da Justiça (fusão com a Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf).
Marcos Pontes
Astronauta e próximo a Bolsonaro, ficará à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Tereza Cristina
Deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul, engenheira agrônoma e empresária do agronegócios, assumirá o Ministério da Agricultura.
General Fernando Azevedo e Silva
É militar da reserva e atuou como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Assumirá o Ministério da Defesa.
Reforma da Previdência
Bolsonaro reconheceu que há dificuldades em aprovar a reforma da Previdência ainda este ano. Segundo ele, a avaliação foi feita pelo economista Paulo Guedes, que assumirá o superministério da Economia e que está à frente das principais negociações sobre o tema.
“Ele [Paulo Guedes] está achando que dificilmente aprova alguma coisa este ano”, afirmou. “Não é esta a reforma que eu quero”, acrescentou o presidente eleito, confirmando que conversará sobre o assunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Também informou que vai “apertar a mão” dos colegas do Congresso Nacional.
Para Bolsonaro, a reforma tem de começar pelo setor público, considerado por ele deficitário. Também afirmou que não se deve pensar em uma reforma baseada apenas em cálculos e números. De acordo com ele, é importante observar os dados com o “coração”.