A primeira edição do Curso de Especialização em Operações Ribeirinhas (CEOR), que acontece em Uruguaiana, conta com 27 alunos. Entre eles, dois militares argentinos, sendo um integrante da Polícia Militar do Maranhão e o outro da Polícia Militar de Rondônia. A aula inaugural, realizada em primeiro de setembro, teve a presença do Subcomandante-Geral da Brigada Militar, coronel Douglas da Rosa Soares, além de diversas autoridades civis e militares.

O objetivo do CEOR é capacitar policiais militares para executarem patrulhamento fluvial, resgates em enchentes, combate a crimes transfronteiriços e ambientais, e operações em áreas rurais de difícil acesso. Entre as instruções teóricas, estão conhecimento de embarcações e motonáutica, navegação diurna e noturna com uso de GPS e cartas hidrográficas, condutas de patrulha fluvial e terrestre, princípios de sobrevivência, uso diferenciado da força, atendimento pré-hospitalar, legislação aplicada e direitos humanos. E, ainda, simulações práticas e habilitação da Marinha para condução de embarcações.
O CEOR tem uma carga de 540 horas-aula e está sendo realizado pelo 6º Batalhão de Polícia de Choque, cuja posição é estratégica para o combate de crimes fronteiriços. Entre eles, tráfico de drogas, contrabando de armas e abigeato, crimes que afetam tanto a segurança pública quanto a economia dos municípios.

A doutrina de operações ribeirinhas surge na Brigada Militar visando o aprimoramento da atuação em situações de catástrofes climáticas. De fato, o 6º BPChq tem se destacado nessas ações. Primeiro, na enchente de 2023, quando o Rio Uruguai atingiu a marca histórica de 12,37 metros e deixou 2.300 pessoas desabrigadas. E, em 2024, o 6º BPChq foi responsável por diversos salvamentos em regiões de alto risco durante as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.
O comandante do 6º BPChq, major PM Ricardo Gruner ressalta que o curso de Operações Ribeirinhas vai muito além da formação individual: “trata-se de um pilar essencial na consolidação de uma doutrina militar eficaz, adaptada ao território, garantindo maior eficácia nas operações e maior segurança para a população”.
Texto: ComSoc Sd PM Andressa CPChq e jornalista Eliege Fante, servidora civil na PM5 – BM