Câncer colorretal: sociedade americana defende fazer exames já aos 45 anos – NoroesteOnline.com

Câncer colorretal: sociedade americana defende fazer exames já aos 45 anos

9 de julho de 2018
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Cinquenta anos costuma ser a idade de corte para pessoas sem sintomas ou histórico familiar começaram e fazer exames que detectam o câncer colorretalem seus primeiros passos. Mas a American Cancer Society (ACS) resolveu antecipar o início dos testes dos 45 anos em diante. Por quê?

Segundo a nova diretriz da ACS, nas últimas décadas têm se observado um aumento expressivo na incidência dos tumores de intestino em adultos mais jovens. Estima-se, por exemplo, que pessoas nascidas na década de 1990 possuem um risco quatro vezes maior de desenvolver câncer no reto (a porção final do intestino) do que as que vieram ao mundo nos anos 1950.

“Esse é um fenômeno global, mas especialmente relevante no Ocidente, em países desenvolvidos”, afirma o médico Henrique Fillmann, presidente daSociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). “Não sabemos ao certo o motivo desse aumento nos casos, mas é possível que ele esteja ligado aos hábitos de vida modernos”, analisa.

Obesidade, sedentarismo, falta de fibras e excesso de carnes vermelhas na dieta estão entre as possíveis causas do câncer colorretal. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 36 360 novos casos da doença só em 2018.

Detalhes da nova recomendação contra o câncer colorretal

Cabe reforçar: pessoas sem sintomas ou histórico familiar devem começar a fazer exames para detectar o câncer colorretal a partir dos 45 anos, segundo a ACS. Mas quais testes são esses?

Uma opção defendida pela entidade americana – e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia – é se submeter a uma colonoscopia. Se as imagens não acusarem nada, a pessoa só precisa repetir o procedimento após 10 anos, salvo outra indicação do médico.

Como alternativa, dá para associar o exame de sangue oculto nas fezes – um teste que avalia a presença de partículas de sangue no cocô que indicam lesões cancerosas – com a chamada retosigmoidoscopia flexível. Esse exame de imagem de nome complicado é, digamos, uma espécie de colonoscopia simplificada, que visualiza o lado esquerdo do intestino, onde se alojam a maioria dos tumores.

Nesse cenário, o ideal é repetir o exame de sangue oculto nas fezes todo ano e a sigmoidoscopia flexível, a cada três ou cinco anos.
A escolha entre esses métodos depende da estrutura dos hospitais locais, da cobertura do seguro, da fila de atendimento na rede pública e até de características pessoais.

Profissional do Futuro Unijuí

3 de julho de 2026
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