Cientistas descobriram moléculas necessárias para a vida em lua de Saturno – NoroesteOnline.com

Cientistas descobriram moléculas necessárias para a vida em lua de Saturno

3 de julho de 2018
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Cientistas descobriram a existência de complexas moléculas necessárias para a vida, baseadas em carbono, nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno. Embora isso não seja um sinal de existência de vida, indica que a lua de Saturno pode ser capaz de abrigar organismos que já existam.

Até agora, tais moléculas só haviam sido encontradas na Terra e em alguns meteoritos. Acredita-se que elas tenham sido formadas por reações entre a água e rochas mornas em um oceano subterrâneo de Enceladus.

Precursoras necessárias para a vida

“Essas enormes moléculas contêm uma complexa rede geralmente constituída por centenas de átomos”, diz o autor do estudo, Frank Postberg.

“Trata-se da primeira detecção da história de organismos dessa complexidade em um ambiente aquático extraterrestre.”

Na Terra, tais moléculas geralmente são criadas biologicamente, mas esse pode não ser o caso em Saturno.

“Elas (moléculas) são precursoras necessárias para a vida”, explica Postberg. Mas, no que diz respeito à descoberta em Enceladus, “até o momento não sabemos se esses organismos são irrelevantes biologicamente ou se são sinais de vida ou de química prebiótica”.

Para que exista vida, é necessário haver água líquida, energia, matéria orgânica (compostos de carbono) e um grupo particular de elementos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).

O fósforo e o enxofre jamais foram encontrados em Enceladus, mas os demais ingredientes estão presentes ali.

Próximos passos

A Cassini nunca foi projetada para detectar vida – na verdade, a missão espacial foi lançada antes mesmo que os cientistas soubessem a respeito das peculiares fontes de água emergindo do polo sul da Enceladus.

A sonda desintegrou-se em 2017, após passar 13 anos explorando Saturno – e tendo documentado, em 2005, a existência de gêiseres de água congelada ali.

Um detalhe importante é que já existe na Terra uma tecnologia capaz de distinguir se as moléculas encontradas em Saturno têm origem biológica.

“O próximo passo lógico”, diz Postberg, “é voltar em breve à Enceladus para descobrir se há vida extraterrestre ali.”

Charuto

O objeto interestelar em forma de “charuto” que atravessou o Sistema Solar no final de 2017, batizado por astrônomos de ‘Oumuamua, continua surpreendendo.

Quando os pesquisadores o viram pela primeira vez, não identificaram nele a cauda ou coma – a nuvem de gelo e poeira característica dos cometas – e o consideraram um asteroide.

Mas isso não explicava de forma satisfatória o comportamento do corpo celeste.

Agora, cientistas trabalham com a hipótese de que ele seja, de fato, um cometa, levando valiosas informações sobre sistemas planetários distantes.

O Oumuamua foi descoberto em 19 de outubro. Seu nome, em havaiano, significa “mensageiro de muito longe que chega primeiro”.

Ele foi descoberto por Rob Weryk, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, que, junto com o colega Marco Micheli percebeu que o objeto se movia muito rapidamente – com velocidade suficiente para evitar ser capturado pela força gravitacional do Sol – e que seguia uma trajetória excêntrica.

Sua velocidade e trajetória sugeriam que ele se originou em um sistema planetário que orbita ao redor de outra estrela, e não o Sol.

E, de acordo com a análise de uma equipe de pesquisadores liderada por Micheli, parte da aceleração observada do objeto está ligada ao efeito do calor do Sol sobre sua superfície gelada.

Cometas x asteroides

Os cometas são feitos de rocha e gelo e se formam em áreas frias o suficiente para a água se manter congelada.

No nosso Sistema Solar, isso significa estar quase tão longe do Sol quanto Júpiter.

Já os asteroides são objetos rochosos que orbitam principalmente em um cinturão entre Marte e Júpiter.

O Oumuamua não é o único caso de corpo celeste em que a distinção entre asteroide ou cometa causou dúvidas.

“Há uma linha cada vez mais tênue entre os dois, já que estamos encontrando objetos semelhantes a cometas no principal cinturão de asteroides”, diz a professora Sara Russell, do Museu de História Natural de Londres.

Fonte: BBC - Foto: Divulgação Nasa

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