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Cooperativas de crédito roubam a cena

15 de julho de 2018
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Sicoob, Sicredi e outras cooperativas crescem em número de agências e associados e oferecem empréstimo com taxas 50% mais baixas. Confira vantagens e riscos

Nos últimos anos, os cinco maiores bancos do Brasil, que concentram 90% do crédito do mercado, seguraram a concessão de empréstimos e reduziram as agências. Na contramão, um tipo diferente de instituição financeira, que oferece os mesmos produtos e serviços a taxas mais baratas, roubou a cena: as cooperativas de crédito. É bem provável que você já tenha ouvido falar de Sicoob, Sicredi e outras cooperativas. Responsáveis por apenas 3% do crédito no Brasil, elas cresceram 20% ao ano em operações, em média, enquanto o país afundava na crise econômica.
O grande feito é explicado, principalmente, pela expansão das operações de crédito voltadas para empresas do agronegócio nas regiões Sul e Centro-Oeste. Nos últimos cinco anos, o número de cooperados pessoas jurídicas cresceu 80% e chegou a 1,1 milhão. Mas não foi só o crédito rural o responsável pela festa. No mesmo período, o número de associados pessoas físicas cresceu 52% e chegou a 8,1 milhões. Tudo puxado pelo empréstimo pessoal, a operação de crédito de maior volume para pessoas físicas nas cooperativas, e pelo cartão de crédito, a modalidade que mais cresce. O chamariz? As taxas de juros.
A taxa do empréstimo pessoal nas cooperativas é, em média, metade da praticada pelos bancos, segundo o Banco Central. Por que taxas baixas e mais agências As cooperativas oferecem taxas mais competitivas porque, diferente dos bancos, que devolvem o lucro aos seus acionistas, elas distribuem seu resultado para os próprios cooperados. Assim, se retroalimentam: cobram menos e devolvem a chamada “sobra” todo ano aos associados.
Além disso, as cooperativas conseguem oferecer taxas cada vez mais baixas por que, à medida que se profissionalizam, ganham escala, como destaca o último Relatório de Economia Bancária do Banco Central. “Os bancos já estão consolidados, enquanto nós ainda temos muito a avançar”, diz Wanderson de Oliveira, diretor-presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Crédito (FNCC). Além de praticar juros mais baixos, as cooperativas focam na expansão geográfica. Em 172 municípios do país, a cooperativa é a única instituição financeira da cidade.
Fonte: Exame

Profissional do Futuro Unijuí

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