Eduardo Leite vai a entidades e alerta para a crise no RS – NoroesteOnline.com

Eduardo Leite vai a entidades e alerta para a crise no RS

7 de fevereiro de 2019
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O governador do Estado Eduardo Leite (PSDB) deu partida, nessa quarta-feira, ao processo de negociação com representações de servidores públicos estaduais, compromisso que havia assumido desde a campanha eleitoral. Durante os turnos da manhã e da tarde, Leite manteve reuniões com dirigentes da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asof-BM), da Associação dos Delegados de Polícia (Asdep-RS), do Cpers/Sindicato e da Federação dos Servidores (Fessergs). Nos quatro compromissos, o governador prometeu permanente diálogo e afirmou que buscará estabelecer convergências entre os planos do governo e o interesse dos servidores, porém alertou que não deixará de agir diante de eventuais divergências.

“Não quero ser o governador que não toca em temas polêmicos, nem quero ser o governador que atropela todo mundo e que decide tudo pautado apenas pela convicção pessoal. Todos, sem exceção, serão chamados para contribuir com sua parcela de esforço pela recuperação do Estado”, apontou Leite, num dos encontros.

Em cada entidade que visitou, o governador sustentou que a iniciativa privada foi “chamada” através da manutenção das alíquotas do ICMS e será convocada novamente através da revisão dos benefícios fiscais, tema que tem ganhado importância no atual cenário de crise, conquistando a adesão tanto de integrantes do Parlamento, quanto das representações da sociedade civil.

“Servidores e poderes de Estado também terão que participar deste esforço. Quando alguns se recusam a participar, uma iniciativa desta natureza começa a gerar desconfiança. É como olhar para a árvore da nossa casa e esquecer da floresta. Como sou governador, tenho o dever de olhar para a floresta”, argumentou.

Sem detalhar propostas, Leite resignou-se a dizer que a revisão de componentes das carreiras públicas vai decorrer de um diagnóstico que está sendo finalizado pelas instâncias de governança do Piratini. Por outro lado, durante a reunião com dirigentes do Cpers, mencionou que há disposição de pagar integralmente o valor do piso nacional do magistério, contanto que os professores consintam a revisão sobre os chamados “penduricalhos”, apelido dado a benefícios e vantagens aplicados sobre as remunerações como compensação pela impossibilidade de promover melhorias salariais ao longo de décadas.

Cobrado mais de uma vez pela presidente da entidade, professora Helenir Schürer, sobre a definição de um prazo para o pagamento dos salários do funcionalismo em dia e também de divulgação prévia sobre os atrasos, Leite assumiu compromisso de trabalhar junto à Fazenda pelo atendimento aos pedidos. “Sabemos que não concordaremos em tudo, mas agradecemos pela disposição em nos ouvir. Queremos participar das decisões que impactam a nós e ao nosso trabalho. E o senhor pode esperar da gente transparência e honestidade nas negociações”, ponderou Helenir.

Leite ouviu as reivindicações dos professores ao lado do vice, Ranolfo Vieira Júnior (PTB), do secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian (PP), e do secretário da Educação, Faisal Karan (PSDB), que comprometeu-se a ouvir sugestões da entidade antes de encaminhar proposta de reorganização das Coordenadorias Regionais (CREs).

Policiais pedem melhorias 

Em encontros com delegados da Polícia Civil e oficiais da Brigada Militar, o governador Eduardo Leite (PSDB) recebeu documentos contendo a pauta de reivindicações de cada uma das categorias. Na Asdep, o delegado Cleiton Freitas, presidente da entidade, descreveu as dificuldades enfrentadas pelos delegados no exercício de suas funções, qualificou a condição das delegacias como sucateadas e pediu atenção para a recuperação das estruturas.

“Há poucos dias, visitei várias delegacias e me deparei com prédios inadequados, tomados por cupins e sem uma estrutura digna aos policiais. Isso cria um sentimento de impotência nos delegados”, indicou. Freitas abordou a recomposição salarial e defendeu a necessidade de valorizar a carreira dos policiais civis. Leite observou que o governo precisa estabelecer o equilíbrio das contas para poder atender aos pedidos.

Na Asof-BM, o governador recebeu uma série de propostas, entre as quais estão os pedidos de manutenção da integralidade e paridade entre ativos e inativos, de reposição da inflação acumulada no últimos anos e de conversão do modelo remuneratório para subsídio. Aos oficiais da BM, Leite afirmou que conta com o esforço de todos para a recuperação econômica do Estado.

Fessergs pede para ser ouvida 

Na Federação dos Servidores (Fessergs), Eduardo Leite (PSDB) ouviu posicionamentos de cerca de 40 categorias lideradas pelo presidente Sérgio Arnaud. “Queremos a garantia de que haverá diálogo, o restabelecimento do pagamento em dia, recomposição das perdas inflacionárias e revisão das extinções das fundações estaduais”, resumiu Arnaud. Para ele, a crise no Estado está relacionada à necessidade de incremento na receita e não pode ser enfrentada apenas no controle da despesa. Leite prometeu abordar temas como revisão de isenções e combate à sonegação fiscal.

Fonte: Correio do Povo

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