O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação do mercado aponta para continuidade do bom fluxo de negociações no porto.
Os consumidores em diversos estados ainda encontram dificuldades na composição de seus estoques, justificando a elevação dos preços nos últimos dias. Já produtores ainda optam pela retenção do milho, priorizando as negociações envolvendo a soja.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mistos. A perspectiva de temperaturas elevadas e de clima mais seco em regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias garante suporte aos preços. Porto outro lado, a expectativa de aumento da oferta nos EUA pesou negativamente.
Os investidores também buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta feira.
Os preços no mercado da soja subiram nas principais praças do país nesta quarta-feira, acompanhando o desempenho do mercado internacional, mas o ritmo dos negócios continua lento.
Os vendedores seguem segurando a oferta e pedem preços cerca de R$ 2,00 acima do comprador, inviabilizando melhora no ritmo dos negócios.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado absorveu os números de importação da China em julho. A maior parte dos operadores viu no recuo das compras um sinal de que os chineses terão a necessidade de voltar ao mercado americano no curto prazo. Na China, os preços subiram acentuadamente após a divulgação dos dados oficiais, mostrando que os compradores estão preocupados.
As importações de soja em grão da China totalizaram 8,005 milhões de toneladas em julho, com retração de 21% sobre igual mês de 2017. Os dados são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China. No acumulado de 2018, as compras chinesas somam 52,88 milhões de toneladas, recuo de 3,7% sobre igual período do ano passado. O país asiático é o maior comprador de soja do mundo. Os principais abastecedores dos chineses são Estados Unidos, Brasil e Argentina.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá elevar, no seu relatório de agosto, a sua estimativa para a safra 2018/19 de soja dos Estados Unidos. O levantamento será divulgado nesta sexta, às 13hs. O mercado começa a se posicionar frente aos dados.
Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará safra de 120,5 milhões de toneladas. No relatório anterior, a estimativa era de 117,3 milhões de toneladas. Em 2017/18, a produção americana ficou em 119,5 milhões de toneladas.
Para os estoques finais americanos em 2018/2019, o mercado aposta em número de 17,445 milhões de toneladas, contra 15,7 milhões projetados relatório de julho. Para 2017/2018, o mercado trabalha com previsão passando de 12,655 milhões para 12,546 milhões de toneladas.
Os estoques globais para 2017/2018 deverão ser cortados de 96 milhões para 95,8 milhões de toneladas. Para 2018/19, a aposta é de um número próximo a 99,3 milhões, contra 98,3 milhões de toneladas da estimativa de julho.