De acordo com informações do último boletim epidemiológico divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde, órgão vinculado à Secretaria de Saúde do RS, os 21 municípios que integram a região Celeiro estão na lista de 320 municípios gaúchos que são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, o que apenas reforça os cuidados redobrados que as comunidades devem ter neste período do verão.
Os números foram atualizados no último dia 25 de janeiro:
15ª Coordenadoria Regional de Saúde (Palmeira das Missões):
Braga, Coronel Bicaco, Miraguaí e Redentora.
17ª Coordenadoria Regional de Saúde (Ijuí):
Campo Novo, Chiapeta, Crissiumal, Humaitá, Inhacorá, Santo Augusto, São
Martinho, São Valério do Sul e Sede Nova.
19ª Coordenadoria Regional de Saúde (Frederico Westphalen):
Barra do Guarita, Bom Progresso, Derrubadas, Esperança do Sul, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três Passos e Vista Gaúcha.
Na região Fronteira Noroeste, onde estão os municípios abrangidos pela 14ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Santa Rosa, também estão na lista de municípios infestados: Boa Vista do Buricá, Doutor Maurício Cardoso, Horizontina, Nova Candelária, São José do Inhacorá e Três de Maio.
A coordenadora da Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Lúcia Mardini, alerta que o calor e as chuvas previstos para o mês de fevereiro podem aumentar a proliferação do Aedes aegypti no Rio Grande do Sul. “Temos que intensificar os cuidados com o aumento da presença do mosquito, porque o calor acelera o ciclo de vida do inseto.”
O mês de janeiro terminou com o registro de 320 municípios infestados pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Um índice alto, considerando a série histórica. Em 2016, ano em que ocorreram mais de 2 mil casos autóctones de dengue no Estado, foram identificados focos em 210 municípios. Desde então, a cada ano houve um aumento gradativo do número de municípios infestados.
Segundo o técnico do Núcleo de Eventos Ambientais Adversos à Saúde, Mauro Kruter Kotlhar, dois fatores que causam o aumento da proliferação do inseto é o calor e a umidade do ambiente. “A persistência de temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas em todo o Estado são condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento do Aedes aegypti”, afirma.
Ele informa que a previsão do 8º Distrito de Meteorologia do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) para o mês de fevereiro indica que as precipitações estarão pouco acima do padrão em todas as regiões do Estado. O mesmo boletim também prevê que os valores médios das temperaturas máximas estarão acima do padrão climatológico em grande parte do Estado, entre 28°C e 32°C. As mais elevadas estarão à Oeste, nas proximidades do Rio Uruguai, mesma região onde ocorrem os maiores volumes de precipitação, que variam no Estado entre cerca de 150mm e 195mm.
Com essas previsões climáticas, Lúcia Mardini salienta que é importante mobilizar a população e sensibilizar os gestores municipais para prepararem suas equipes de vigilância ambiental com as condições necessárias de trabalho, como equipamentos de segurança do trabalho e veículos para deslocamento.
A coordenadora lembra que já foram destinados, para os 320 municípios infestados, R$ 4.512.567,01 para intensificação das ações de prevenção e controle do Aedes aegypti. Os repasses devem ser empregados para a ampliação da estrutura, constituição e manutenção das equipes de campo e demais ações preconizadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue, assegura a coordenadora.
Série histórica do número de municípios infestados no RS
2016: 210 municípios
2017: 249 municípios
2018: 319 municípios
2019: 320 municípios
Principais medidas de prevenção
– Fechar as caixas d’água, tonéis e latões
– Guardar pneus velhos em abrigos
– Colocar embalagens de vidro, lata e plástico em uma lixeira bem fechada
– Limpar com escovação os bebedouros dos animais
– Manter desentupidos os ralos, calhas, canos, toldos e marquises
– Manter a piscina tratada o ano inteiro
– Guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo
– Não acumular água nos pratos com plantas, enchendo-os com areia
– Colocar areia nos cacos de vidro dos muros