39% dos gaúchos dizem que não conseguem trabalhar em casa – NoroesteOnline.com

39% dos gaúchos dizem que não conseguem trabalhar em casa

18 de agosto de 2020
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O estudo Prospective Study of Mental and Physical Health, da Escola Superior de Educação Física da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), avaliou os efeitos da pandemia de coronavírus na saúde física e mental dos gaúchos.

Entre os dias 22 de junho e 23 de julho, pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões do Rio Grande do Sul, foram convidadas, por meio das redes sociais, a participar da pesquisa. Elas responderam a um questionário on-line contendo perguntas referentes à prática de atividades físicas, dor lombar, sintomas de ansiedade e depressão, assim como o acesso a serviços de saúde.

Foi observado que 39% dos participantes não conseguiram trabalhar em casa de forma remota durante a pandemia. 44% relataram uma redução dos rendimentos mensais desde o início das medidas de distanciamento social. Entre esses, 41% relataram uma redução de pelo menos 50%.

A prevalência de inatividade física encontrada no Estado durante a pandemia foi de 74,5%, onde 46,9% dos participantes que já eram inativos no período pré-pandemia mantiveram esse comportamento ao longo das medidas de isolamento social.

Dor lombar foi reportada por 74,2% dos participantes, sendo que 63,6% já tinham apresentado isso previamente à pandemia. Um aumento na intensidade da dor foi observado em 44,6% dos participantes. Ainda foi registrada uma queda de 50% em relação à busca de tratamento para dor lombar. Pessoas que se tornaram ou se mantiveram inativas apresentaram maior probabilidade de ter dor lombar durante a pandemia.

O relato de sintomas moderados a grave de ansiedade e depressão aumentaram 8,4 e 7,3 vezes, respectivamente, desde o início do distanciamento social. Mulheres, pessoas com doenças crônicas e participantes que relataram redução dos rendimentos mensais durante a pandemia apresentaram maior probabilidade de apresentar esses sintomas.

Aqueles que começaram a praticar atividades físicas durante a pandemia, assim como aqueles que já praticavam, tiveram menor probabilidade de relatar sintomas moderados a grave de ansiedade e depressão durante o mesmo período.

Também foi observado que mais da metade dos participantes (56,9%) tinham o diagnóstico de alguma doença crônica, como depressão (18,5%) e hipertensão (14,3%). Dois em cada três participantes relataram que as medidas de distanciamento social estiveram associadas à manutenção ou melhora no controle de doenças crônicas.

O uso regular de medicamento foi relatado por 57,9% dos participantes, e 17,9% relataram que não conseguiram ou que o acesso à medicação foi mais difícil. O serviço de saúde presencial foi o mais usado (83,3%), e 42,2% afirmaram ter desistido de procurar atendimento médico presencial mesmo quando necessário. O medo de contrair o novo coronavírus foi o principal motivo relatado para não buscar atendimento médico presencial.

Segundo a UFPel, os resultados da pesquisa “salientam a importância de monitorar a saúde física e mental, tal como o controle de doenças crônicas durante a pandemia de Covid-19 no Rio Grande do Sul. Dessa forma, torna-se importante informar os órgãos competentes para que estratégias para mitigar os efeitos da pandemia nesses desfechos sejam desenvolvidas”.

Fonte: O Sul

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