75% dos brasileiros não conseguiram guardar dinheiro no ano passado – NoroesteOnline.com

75% dos brasileiros não conseguiram guardar dinheiro no ano passado

31 de agosto de 2019
Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O Brasil é um país em que 75% das pessoas não conseguiram guardar dinheiro em 2018, 56% pensaram em investir mas não puderam e apenas 8% de fato alimentaram alguma aplicação financeira. Resumindo, o brasileiro gasta por impulso e poupa pouco, diz especialista. As informações são do jornal O Globo.

Por trás desses números, escondem-se dificuldades de planejamento e problemas de autocontrole. O diagnóstico é da educadora financeira Ana Leoni, conselheira da AEFBrasil (Associação Brasileira de Educação Financeira) e colunista do Valor Investe.

Para a especialista, as pessoas tropeçam na hora de se organizar financeiramente por uma dificuldade em se enxergar a longo prazo. Essa característica acaba impactando a saúde financeira mais à frente na vida.

“uem a gente é no presente não consegue reconhecer quem a gente vai ser no futuro. Aquela pessoa que serei daqui a 30 anos é uma pessoa desconhecida. Então, como é que podemos abrir mão de algumas coisas ou reorganizarmos as nossas decisões em prol de alguém desconhecido?”, questionou.

Esse cenário impõe desafios na hora de guardar dinheiro para a velhice, já que a maioria das pessoas tende a comprar por impulso. A inclinação ao imediatismo, defendeu Ana, é algo intrínseco ao ser humano.

“Fomos feitos para usarmos os recursos disponíveis imediatamente. A nossa espécie sempre viveu a escassez. Então, queremos sempre ter aquele prazer imediato”, diagnosticou.

Para ela, gastar dinheiro de maneira adequada implica transformar o sentido que as pessoas atribuem ao trabalho que fazem.

“e a pessoa dedica horas e o suor de seu rosto ao serviço, mas não consegue entender que a conversão daquilo é a recompensa monetária, na hora de gastar o dinheiro ele não vai ter valor e só servirá para pagar contas. Mas, na verdade, o dinheiro existe para trazer bem-estar e poder de decisão”, defendeu Ana.

Mulheres investindo na Bolsa 

A quantidade de mulheres que investem em renda variável ainda é pequena, quando comparada com a dos homens, mas a presença feminina tem aumentado. Em 2014, elas eram 137 mil, de acordo com dados da Bolsa brasileira, a B3. Em julho, já somavam 270 mil, praticamente o dobro em quase cinco anos (97%).

Embora o ritmo de crescimento de investidores homens seja maior (123% no período), elas vêm ganhando cada vez mais confiança para investir. Em parte devido ao surgimento de cursos de educação financeira voltados exclusivamente para elas.

A falta de informação é apontada como um dos principais obstáculos ao crescimento da participação feminina na Bolsa, ao lado da menor renda (17% inferior à dos homens) e do perfil mais cauteloso.

Vestibular de Verão UNIJUÍ 2020

30 de setembro de 2019
Copyrights 2018 ® - Todos os direitos reservados
Skip to content