O único parlamentar que pode mudar a realidade dos altos salários pagos pela Câmara de Vereadores de Ijuí é o presidente Rubem Carlos Jagmin (PP), porém ele já se posicionou que não irá apresentar o projeto de lei que visa revogar o antigo documento, que define o pagamento dos funcionários da Câmara, e que deixará o Poder Judiciário resolver a situação.
A matéria em vigência impõe como limite os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente fixados em R$ 33,7 mil. Na Câmara de Ijuí, existe servidor, no cargo de agente legislativo, com salário líquido de R$ 32,4 mil.
O primeiro vereador a retomar a discussão no Legislativo foi Adalberto Noronha (PT), que fez críticas a posição tomada por Jagmin e salientou que a lei aprovada em 2016 é inconstitucional. O petista ainda lançou o seu voto para a próxima presidência da Câmara de Ijuí, àquele ou àquela que tiver coragem em se manifestar e resolver essa situação dos “supersalários’.
Candidata à presidência, Alexandre Lentz (PDT), fez o uso da tribuna para manifestar a sua posição contrária aos altos salários dos servidores e que deseja montar uma mesa diretora pluripartidária e que quer resolver o erro feito em 2016, quando o projeto de lei foi aprovado por unanimidade de votos., pelos vereadores da legislatura anterior.
Incomodado com as abordagens da comunidade, o vereador João Monteiro (PDT) mostrou para todos os presentes o seu contracheque do mês de novembro, exibindo o valor líquido de R$ 5.628,00. A atitude tomada foi para desmistificar que os altos salários seriam dos parlamentares.
O líder da bancada do PDT, Darci Pretto, também se manifestou sobre o tema dizendo que o assunto deve ser tratado na Câmara e não deixar somente para o Judiciário, já que se entende que o projeto de lei é inconstitucional.
O proponente do debate e também candidato à presidência da Câmara, César Busnello (PSB), disse que a discussão é apenas a “ponta do iceberg” e que tem muitas coisas a serem reveladas durantes as próximas semanas.