O Projeto Cidade Inteligente foi discutido na manhã do último sábado na Unijuí com a presença da reitora e vice da instituição, Cátia Nering e Cristina Pozzobon, respectivamente, juntamente com o deputado federal, Darcísio Perondi – MDB, o vereador Ricardo Adamy – MDB que estão engajados no projeto.
O projeto tem investimento previsto de R$ 6 milhões. R$ 2 milhões já foram empenhados pelo deputado Perondi neste ano, e serão captados mais R$ 2 milhões em 2020 e o restante em 2021. De acordo com o vereador Ricardo Adamy, o projeto visa mudar o futuro da cidade de Ijuí e terá como plano piloto o bairro São Geraldo, em Ijuí.
“Será realizada uma revitalização total do Bosque dos Capuchinhos, onde os visitantes terão reconhecimento facial e saberemos a hora de entrada e saída de cada um, o bosque também terá um sistema de captação de energia próprio, também serão implantados sistemas para veículos elétricos, novos terminais de ônibus, um novo sistema de recolhimento de lixo e muitas outras ideias que estão sendo capacidades para tornar a vida da população melhor e mais agradável na cidade”, explica Adamy.
Também serão desenvolvidas atividades nas escolas, onde alunos poderão se dedicar a pesquisa sobre os assuntos que mais lhes agradam, podendo assim criar equipamentos ou ideias que possam ser usufruídas por toda a comunidade, estimulando a criação dos jovens desde a escola.
Os R$ 2 milhões já estão disponíveis para a primeira etapa do projeto piloto que em breve já deverão ser iniciadas.

O enfoque atual é na cidade criativa e sustentável, que faz uso da tecnologia em seu processo de planejamento com a participação dos cidadãos.
Segundo a união Européia, Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.
Apesar de ser um conceito relativamente recente, o conceito de Smart City já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020. Atualmente, cidades de países emergentes estão investindo bilhões de dólares em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. Ao mesmo tempo, países desenvolvidos precisam aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivos. Na busca por soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato Smart Cities.