Na noite desta terça-feira (16), o Brasil poderá ver um eclipse lunar parcial – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. O fenômeno será parecido com o que o Brasil conseguiu ver em janeiro deste ano.
“O eclipse será visível da África, de uma grande parte da Europa e da Ásia, da parte oriental da América do Sul e da parte ocidental da Austrália”, informou a RAS (Royal Astronomical Society) de Londres em um comunicado.
Na terça, a Lua não ficará totalmente na sombra, o eclipse será apenas parcial. Mas “cerca de 60% da superfície visível da Lua será coberta pela sombra”, diz o RAS.
Privada dos raios do Sol, a Lua escurece e fica numa tonalidade de tijolo porque a atmosfera da Terra desvia os raios vermelhos da luz solar para o cone de sua sombra.
O eclipse parcial terá início às 20h01min GMT (19h01min no horário Brasília), seu ponto máximo será às 21h30min GMT (20h30min de Brasília). O espetáculo terminará às 22h59min GMT (21h59min de Brasília).
O eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra. Ele ocorre quando há um alinhamento do Sol, Terra e Lua.
Diferente de um eclipse solar total – quando o que é “escondido” é o Sol – a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu.
Este é o último eclipse lunar do ano. O próximo eclipse lunar total visível no Brasil será apenas em maio de 2022.
50 anos
O fenômeno acontece coincidentemente na data em que a missão Apollo 11 comemora 50 anos da decolagem rumo à Lua. Em 16 de julho de 1969, o foguete capitaneado por Neil Armstrong (1930-2012) partiria da Terra para quatro dias depois aterrissar em solo lunar no que foi um “pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade”.
Série
Considerada o ápice da corrida espacial, a chegada do homem à Lua comemora 50 anos no próximo sábado (20). Essa é a deixa para a estreia, ocorrida nesta segunda (15), de uma série de cinco episódios que ganha exibição, até sexta (19), às 21h, no Smithsonian Channel.
“Missão Lua” conta a história do programa lunar americano por meio de um filme raro e recém-restaurado que retrata as histórias dos homens e mulheres que tornaram essa conquista possível.
“Através do uso de artefatos da época, esta série demonstra a amplitude de um empreendimento que se baseou no esforço conjunto de mais de 400 mil pessoas”, afirma Teasel Muir-Harmony, curadora do Museu Nacional do Ar e do Espaço.
A série apresenta objetos da nave lunar e itens como botas espaciais ainda cobertas por poeira lunar, mas seu grande atrativo são mesmo as imagens raras que revelam cada etapa da missão.
“Nos baseamos na expertise da Smithsonian Institution e em recursos exclusivos para reexaminar acontecimentos que foram resultado do brilhantismo científico e do esforço humano e mudaram a percepção de nosso lugar no universo”, diz David Royle, VP de programação da Smithsonian Networks.