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A doença de “cobreiro” merece mais atenção do que você imagina

18 de janeiro de 2022

Se você já passou por alguma pessoa mais velha com algum tipo de erupção na pele que causa bolha ou coceira, com certeza já ouviu: “tem que benzer de cobreiro”. Essa é uma cultura popular que ganha muitas gerações ao longo da história no Brasil. Dentro da crença, acredita-se que o cobreiro é causado pelo contato com algum animal peçonhento como cobra, aranha ou ainda sapos. Mas isso também tem uma explicação científica.

A professora de Enfermagem, Arlete Regina Roman, explica que o popular cobreiro é, na verdade, uma doença conhecida como herpes zóster, que ocorre quando o vírus Varicella-zoster é reativado no organismo, gerando irritações dolorosas na pele, que posteriormente se tornam bolhas. “Essas irritações vão surgir em áreas como as axilas e couro cabeludo, ou seja, locais quentes e úmidos do nosso corpo”, explica.

A doença é contagiosa, principalmente para aquelas pessoas que nunca tiveram catapora ou que não foram vacinadas. Assim, pessoas que nunca tiveram catapora devem evitar o contato com os contaminados com o popular cobreiro, evitando também o compartilhamento ou contato com as roupas dos infectos, bem como com as roupas de cama e toalhas que podem estar contaminadas, por exemplo.

Pelo fato de ser um vírus, as defesas possíveis são menores do que com as bactérias, porém, é possível realizar um tratamento adequado, para que não haja possibilidade de complicações, tais como pneumonia, problemas de audição, cegueira e até mesmo inflamação no cérebro. “A herpes zóster tem um ciclo, então boa parte das vezes vamos tratar os sintomas. O mais indicado aqui é refrescar e cuidar da pele, com compressas mornas e analgésicos”, explica.

Hoje, no calendário vacinal do SUS para as crianças, já está constatando a presença da vacina contra a catapora e o cobreiro, além da vacina disponível para pessoas acima dos 50 anos. “É muito importante que não se trate essas doenças de pele com ditos populares. Existe a vacina justamente pela gravidade das possíveis complicações e por isso é ter em dia a caderneta de vacinação”, finaliza.

 

Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí

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