O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, disparava nesta sexta-feira (13), após o tombo de mais de 14% da véspera, em dia de recuperação nas principais bolsas do mundo, sinalizando uma trégua após fortes perdas na semana na esteira do clima de pânico nos mercados com a pandemia de coronavírus. Às 16h08, o Ibovespa subia 11,22%, a 80.724 pontos. Mais cedo, chegou a disparar acima de 15%, batendo 83.758 pontos. A Vale já chegou a subir 16% e Petrobras 10%. Já o dólar era negociado em alta, ao redor de R$ 4,84.
No dia anterior, o Ibovespa tombou 14,78%, a 72.582 pontos, no patamar mais baixo desde 28 de junho de 2018 (71.766 pontos), após duas interrupções das negociações ao longo da sessão.
Foi a maior queda diária desde 10 de setembro de 1998, quando a bolsa despencou 15,82%, e o mundo lidava com os efeitos da crise da Rússia. Foi a 4ª vez na história da B3 que os negócios foram paralisados duas vezes na mesma sessão.
Perdas de quase R$ 490 bilhões em 1 dia
No ano, o principal índice da bolsa brasileira acumulou até a véspera uma queda de 37,24%. Em valor de mercado, as companhias listadas na bolsa perderam R$ 489,2 bilhões apenas na quinta-feira (12). No ano, elas já encolheram R$ 1,528 trilhão.
O catalisador para o tombo generalizado nas bolsas nesta quinta foi a decisão do presidente norte-americano Donald Trump, anunciada na noite de quarta, de proibir viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias. O tombo nos mercados só não foi maior porque o Federal Reserve de Nova York anunciou que irá injetar US$ 1,5 trilhão no sistema financeiro.