25 anos após a chacina da Candelária, a maioria dos sobreviventes morreu ou desapareceu. A estimativa é da voluntária Yvonne Bezerra de Melo, que trabalhou com os menores antes e depois do crime bárbaro. O último contato que teve com um dos sobreviventes foi há quatro anos.
No fim da noite do dia 23 de julho de 1993, 72 jovens dormiam em frente a uma das principais igrejas do Rio de Janeiro, quando policiais militares passaram atirando contra as vítimas. 8 crianças e adolescentes morreram no atentado.
Um dos sobreviventes do crime, Wagner dos Santos, vive na Europa. No dia da chacina, com 21 anos, Wagner foi atingido por 8 disparos, sendo um na cabeça. No ano seguinte, ele foi vítima de outro atentado e acabou indo para o exterior.
Em junho do ano 2000, outro sobrevivente da chacina da Candelária Sandro Barbosa do Nascimento realizou o sequestro do ônibus 174, no Centro da Cidade, que terminou com a morte dele e de uma das vítimas: a professora Geísa Firmo Gonçalves.
Nesta segunda-feira (23), dia em que atentado completou 25 anos, uma missa foi celebrada na Igreja da Candelária.

Hoje, os policiais envolvidos na chacina da Candelária estão soltos. Condenados a mais de 200 anos de prisão, Marcos Aurélio Alcântara e Nelson Oliveira dos Santos cumpriram parte da pena e foram liberados.
Outro acusado, Maurício da Conceição morreu ainda durante as investigações.
Já Marcus Vinícius Emmanuel Borges, condenado a mais de 300 anos de prisão, conseguiu liberdade, mas depois de um recurso do Ministério Público, a Justiça expediu um novo mandado de prisão, mas o policial continua foragido.