Cinco escolas públicas receberão projeto-piloto focado na construção da cultura da paz – NoroesteOnline.com

Cinco escolas públicas receberão projeto-piloto focado na construção da cultura da paz

16 de abril de 2019
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Cinco escolas públicas – duas municipais e três estaduais – receberão um projeto-piloto lançado na manhã de hoje, em ato realizado no auditório das Promotorias. De iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), Grupo de Estudos em Justiça Restaurativa de Ijuí e Meame, o Projeto Construindo a Cultura da Paz na Escola recebeu apoio imediato do Poderes Executivos de Ijuí e do Estado, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) respectivamente, do Poder Judiciário e do Ministério Público.

O pioneirismo da proposta e os desafios que a mesma coloca para todos os agentes protagonistas dos movimentos em defesa da criança e do adolescente e, especialmente, para àqueles incumbidos de efetivar o desenvolvimento do trabalho foram destacados nos pronunciamentos que marcaram o ato. Emocionada, a promotora Marlise Bortoluzzi, ressaltou o empenho da também promotora Fernanda Carvalho, cuja experiência tem permitido ao município de Ijuí, que já tem conquistas importantes na área, avançar ainda mais.  Para a representante do Meame, assistente social Maria Luiza Wiedtkenper, Ijuí está de parabéns por ter pessoas envolvidas pela causa da criança e do adolescente. “É importante que tenhamos pessoas que motivam e lutam, permitindo que cada vez mais se busque qualificação e aprimoramento em Justiça Restaurativa, pois isso, resultará em benefícios para toda a comunidade”, ressaltou.

O presidente do Comdica Vanderlei Ávila agradeceu o apoio institucional e destacou a importância da contribuição da sociedade como um todo, na medida em que as doações feitas ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente permitem oferecer propostas como essas. “Em nome do Conselho eu quero agradecer o grupo de trabalho de Justiça Restaurativa que nos propiciou poder avaliar, estudar a proposta, para adotarmos o projeto e liberar os recursos necessários para que essa iniciativa pudesse sair do papel”, pontuou.  O envolvimento de todos para alcançar os resultados esperados foi um dos pontos destacados pela representante da CRE.  Já a promotora e coordenadora do Grupo de Estudos em Justiça Restaurativa, Fernanda Broll Carvalho falou da sua felicidade profissional em perceber a busca de formas diferenciadas, com vistas à resolução de conflitos. “Há momentos em que a gente desanima um pouco em perceber pouca efetividade na nossa atuação. Mas a busca de formas diferenciadas de resolução de conflitos, ela acaba nos trazendo uma motivação e nos estimulando novamente a continuar”, afirmou.

Também se pronunciou a juíza da Infância e Juventude da Comarca de Ijuí e responsável pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania.  Maria Luiza Pollo Gaspary foi enfática ao afirmar que o grande desafio que se coloca hoje, no que diz respeito ao enfrentamento da violência, é o resgate de valores como o pertencimento. “Estamos falando em nós nos tornarmos agentes sociais e agentes de cultura de paz como cidadãos. Uma das dificuldades encontradas nas escolas hoje é a falta da identificação. Vivemos a era em que estamos desconectados das pessoas para estarmos conectados virtualmente. Não sabemos mais o nosso lugar no mundo e não pertencemos mais a nada”, sentenciou.

Por fim, em nome do Poder Executivo de Ijuí, falou o secretário de Educação Eleandro Lizot que parabenizou a iniciativa e destacou, também, a presença do vice-prefeito Valdir Zardin, a qual segundo ele representava o apoio da Administração Municipal. “O Judiciário hoje sela aquilo que eu vejo como algo muito importante para Ijuí, para as escolas e para todo o trabalho que acontece de forma integrada e que precisa acontecer efetivamente para atender a nossa sociedade como um todo”, pontuou.

Para Eleandro, chega-se hoje a um ponto, um momento, resultante de um trabalho iniciado já algum tempo aqui em Ijuí, com a organização da Rede de Proteção. “A Rede de Proteção como um lugar onde pudéssemos estar ali, de forma ‘desarmada’ e integrada, discutindo os problemas que são sociais e estão presentes nas escolas”, afirmou.

As escolas contempladas com o projeto são:

Escola Luiz Fogliatto

Escola Centenário

Escola São Geraldo

Escola João Goulart

Escola Deolinda Barufaldi

Pós-Graduação Unijuí

3 de dezembro de 2018
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