Os brasileiros que têm animais de estimação devem se preparar para ter gastos ainda mais altos no início do segundo semestre deste ano. Com o aumento dos preços das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de alimentos para pets, entre elas soja, milho e trigo, o preço da ração deve ser reajustado nos próximos meses, informaram entidades do setor.
De acordo com ele, o segmento lida com altos custos de insumos desde 2021. Em 2022, os preços arrefeceram por conta da queda no número de casos de Covid-19, mas ainda continuam altos.
Os principais insumos utilizados para produção de ração animal, segundo o executivo do IPB, são as proteínas de carne, peixe e frango, milho, trigo, soja, arroz e óleo. Já a quantidade utilizada na produção de ração varia de acordo com a qualidade do produto e o tipo de alimentação — se é para cachorro ou gato, por exemplo.
Dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste mês, apontam que a categoria “alimento para pets” avançou 0,42% em março. No acumulado em 12 meses, a variação foi de 22,90% – quase o dobro do índice geral de “alimentação e bebidas” para seres humanos, que avançou 11,62% no período.
A preocupação do setor também está em torno da guerra na Ucrânia, uma vez que o país é o terceiro maior produtor mundial de milho, e a Rússia é uma importante exportadora de fertilizantes para o Brasil, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, José Edson Galvão de França.