Crianças brasileiras têm metade do potencial de produtividade – NoroesteOnline.com

Crianças brasileiras têm metade do potencial de produtividade

13 de outubro de 2018
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O Banco Mundial lançou um novo relatório para medir a quantidade de capital humano que uma criança nascida hoje pode esperar atingir aos 18 anos, considerando parâmetros de saúde e educação no país onde vive. A instituição afirma que o Brasil tem um nível superior à média de seus vizinhos da América Latina, mas inferior ao de pares internacionais com mesmo patamar de renda.

De acordo com a instituição, o ICH (Índice de Capital Humano) reflete a produtividade de uma criança nascida hoje como trabalhador do futuro, comparada com o que seria se ela tivesse saúde total e educação completa e de alta qualidade. Em uma escala de 0 a 1, em que 1 seria a melhor pontuação possível. Um país que marcar 0,5 ponto, por exemplo, terá seus indivíduos na metade de seu potencial econômico futuro.

No Brasil, o IDH ficou aproximadamente o mesmo entre 2012 e 2017, em 0,56. A instituição afirma que não há números mais antigos para uma comparação mais ampla. O melhor indicador brasileiro é o de sobrevivência das crianças aos cinco anos de idade – 99% delas chegam com vida a essa idade.

Além disso, o estudo aponta que as crianças no Brasil ficaram 11,7 anos na escola entre os 4 e os 18 anos de idade. No entanto, quando esse período é ajustado para o período em que elas realmente aprenderam, o tempo é equivalente a 7,6 anos: um “buraco” de aprendizagem de 4,1 anos. O relatório mostra ainda que a cada cem crianças brasileiras, seis são raquíticas e, assim, correm risco de limitações cognitivas e físicas.

Dentro da América Latina e Caribe, o Banco Mundial diz que o Chile lidera o ranking da região. Uma criança nascida naquele país hoje terá 67% da produtividade no trabalho que teria caso tivesse acesso à educação e à saúde consideradas ideais. Em países como Argentina, Colômbia, Equador, México, Peru ou Uruguai, as crianças nascidas hoje terão cerca 60% da produtividade possível, considerando os mesmos parâmetros.

De acordo com o relatório, a região tem bons indicadores de saúde de crianças, altos índices de sobrevivência de adultos e níveis relativamente baixos de atrofia mental. Ainda assim, os estudantes possuem notas menores em todos os assuntos mensurados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) coletados pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

O vice-presidente do Banco Mundial para a região, Jorge Familiar, afirma que a América Latina precisa melhorar em itens como a qualidade do ensino. “A região avançou significativamente no desenvolvimento humano nos últimos 25 anos, mas precisa fazer mais esforços para aprimorar a qualidade da educação, fornecer as habilidades necessárias para que a próxima geração seja bem-sucedida e avançar na participação feminina no mercado de trabalho.”

Em todo o mundo, segundo o órgão, 56% das crianças nascidas hoje vão perder mais da metade dos seus ganhos potenciais na vida, por falta de investimento governamental. Os melhores países no índice são Cingapura, Coreia do Sul e Japão. Os piores resultados estão em Nigéria, Sudão e Chade.

Fonte: O Sul

Pós-Graduação Unijuí

3 de dezembro de 2018
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