Criminosos se passam por funcionários da Caixa Federal para aplicar golpe do saque do FGTS – NoroesteOnline.com

Criminosos se passam por funcionários da Caixa Federal para aplicar golpe do saque do FGTS

19 de setembro de 2019
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Criminosos estão se passando por funcionários da Caixa Econômica Federal para aplicar golpes, atraindo as vítimas com informações sobre o saque imediato de R$ 500 por conta vinculada do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A promessa é de evitar filas e agilizar o atendimento, marcando supostamente o dia e a hora para a retirada do dinheiro. Os golpistas citam dados pessoais, informações sobre contas do trabalhador, número do Cartão Cidadão e até um valor aproximado a ser sacado, para que a proposta pareça verdadeira.

A Caixa ressalta que não envia mensagens sobre os saques das contas vinculadas do FGTS ou que solicitem senhas, dados ou informações pessoais dos trabalhadores. O banco orienta que os cidadãos busquem informações sobre o FGTS disponíveis em seus canais oficiais: pela internet (www.caixa.gov.br), pelo endereço fgts.caixa.gov.br, pelo App FGTS, pelo telefone 0800-724-2019 ou em suas agências.

A instituição financeira informa que não envia links, não solicita agendamento para atendimento presencial nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

A Caixa também orienta os clientes a sempre identificarem empregados e colaboradores das agências por meio dos crachás funcionais e a não aceitarem ajuda de pessoas não identificadas.

Sites falsos roubam dados

De acordo com o banco, os criminosos podem conseguir informações das vítimas por meio de fraudes virtuais. Isso acontece normalmente com o compartilhamento de mensagens falsas, principalmente pelo WhatsApp. Os criminosos normalmente enviam mensagens com links para páginas que simulam sites verdadeiros. As pessoas respondem a breves questionários e, assim, os golpistas passam a ter acesso aos dados dos usuários.

Além disso, o banco enfatiza que é preciso redobrar os cuidados com abordagens de estranhos nos terminais de autoatendimento das agências, sem fornecer dados pessoais.

Bruno Prado, CEO da UPX, empresa de tecnologia focada em segurança cibernética, explica que o contato telefônico com as vítimas já é a segunda etapa do golpe. O criminoso pode usar as informações do dia e horário do saque do trabalhador para roubar o dinheiro, em uma “saidinha de banco”, por exemplo:

“Os fraudadores primeiro atraem as vitimas para sites falsos ou aplicativos clonados. O objetivo é roubar seus dados pessoais. Com as informações nas mãos, eles podem utilizá-las de várias formas, inclusive se passando por funcionários do banco para tentar acessar o dinheiro das vítimas”, ressalta Prado.

Cerca de 96 milhões de pessoas têm direito ao saque imediato de até R$ 500 por conta vinculada do FGTS, o que pode aumentar as tentativas de golpes. Os saques vão até o dia 31 de março de 2020.

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