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Direitos Humanos: um compromisso cotidiano do Serviço Social.

27 de julho de 2026
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Por: Fabíola Dutra
Assistente Social
Especialista em Gestão de Projetos Sociais.
Especialista em Políticas Públicas, Redes e Defesa de Direitos.
MBA em Inovação na Gestão Pública.
MBA em Gestão Pública com Ênfase em Cidades Inteligentes. Perita Social

Falar em Direitos Humanos é falar sobre pessoas, dignidade e cidadania. Significa reconhecer que toda pessoa, independentemente de sua condição social, raça, gênero, idade, deficiência, orientação sexual, religião ou origem, possui direitos que devem ser respeitados e protegidos. Mais do que normas jurídicas, os Direitos Humanos representam um compromisso permanente com a construção de uma sociedade fundada na igualdade, na liberdade e na justiça social.
No Serviço Social, essa defesa não é apenas um princípio teórico, mas um compromisso ético que orienta a prática profissional. O Projeto Ético-Político da profissão e o Código de Ética da/o Assistente Social reafirmam a defesa intransigente dos Direitos Humanos, da democracia, da cidadania e da ampliação dos direitos sociais, reconhecendo cada sujeito como protagonista de sua própria história.
O cotidiano profissional evidencia que o trabalho da assistente social ultrapassa o acesso a benefícios e serviços. Está presente na escuta qualificada, no acolhimento, na orientação sobre direitos, na articulação das políticas públicas e na defesa de respostas institucionais capazes de enfrentar as expressões da questão social. Cada atendimento revela trajetórias marcadas por desafios, mas também por possibilidades de transformação.
Crianças, adolescentes, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência, trabalhadores, migrantes, população em situação de rua e tantas outras pessoas encontram nas políticas públicas não apenas um atendimento, mas a oportunidade de terem seus direitos reconhecidos e sua dignidade reafirmada. É nesse processo que o Serviço Social fortalece a autonomia dos sujeitos e contribui para a efetivação da cidadania.
Defender os Direitos Humanos significa compreender que a desigualdade não é natural, mas resultado de processos históricos, sociais, econômicos e políticos. Por isso, a atuação profissional exige olhar crítico, compromisso ético e competência técnica para construir respostas que promovam inclusão, equidade e participação social.
Os Direitos Humanos tornam-se concretos quando uma criança permanece na escola, quando uma família supera a insegurança alimentar, quando uma mulher rompe o ciclo da violência, quando uma pessoa idosa recebe proteção ou quando alguém deixa de ser invisível para ser reconhecido como sujeito de direitos. São essas experiências cotidianas que dão sentido ao trabalho profissional.
Como assistente social, compreendo que defender os Direitos Humanos é reafirmar, diariamente, o compromisso com a dignidade humana e com a transformação da realidade social. Em um contexto marcado por profundas desigualdades e constantes desafios às políticas públicas, o Serviço Social permanece comprometido com a defesa da vida, da justiça social e da construção de uma sociedade mais democrática, solidária e inclusiva.

Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de Ética da/o Assistente Social. Brasília: CFESS, 2012 (atualizado).
CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social. Brasília: CFESS.
IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 27. ed. São Paulo: Cortez.
NETTO, José Paulo. Transformações Societárias e Serviço Social: notas para uma análise prospectiva da profissão. São Paulo: Cortez.

Profissional do Futuro Unijuí

3 de julho de 2026
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