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Foto capturada pelo telescópio Hubble mostra um céu “cravejado de brilhantes”

4 de agosto de 2022

Uma foto repleta de estrelas do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra o coração do aglomerado globular NGC 6638 na constelação de Sagitário. A imagem destaca a densidade de estrelas no coração dos aglomerados globulares, agrupamentos estáveis e fortemente ligados de dezenas de milhares a milhões de estrelas.

Para capturar os dados nesta imagem, o Hubble usou dois de seus instrumentos astronômicos de ponta: Wide Field Camera 3 e a Advanced Camera for Surveys. O Hubble revolucionou o estudo de aglomerados globulares, pois é quase impossível distinguir claramente as estrelas que os compõem com telescópios terrestres.

O desfoque causado pela atmosfera da Terra torna impossível distinguir uma estrela da outra, mas a partir da localização do Hubble na órbita baixa da Terra, a atmosfera não representa mais um problema. Como resultado, o Hubble tem sido usado para estudar de que tipo de estrelas os aglomerados globulares são compostos, como eles evoluem e o papel da gravidade nesses sistemas densos.

O telescópio James Webb, que entrou em operação em julho, aprofundará nossa compreensão dos aglomerados globulares, já que observa o universo predominantemente em comprimentos de onda infravermelhos, menos afetados pelo gás e poeira que cercam as estrelas recém-nascidas.

Isso permitirá que os astrônomos vejam através da poeira e inspecionem aglomerados de estrelas recém-formados, fornecendo informações sobre as populações estelares antes que elas tenham a chance de evoluir.

Webb

A NASA, em conjunto com as agências espaciais do Canadá e da Europa, divulgou nesta terça-feira (2) mais um registro inédito feito pelo supertelescópio espacial James Webb.

A imagem mostra uma galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância do nosso planeta, chamada pelo apelido de “Roda de Carro” por causa da sua semelhança com essa estrutura. À esquerda desse sistema, duas galáxias espirais menores também são visíveis.

Segundo a NASA, a “Roda de Carro” era provavelmente uma galáxia espiral (assim como a nossa Via Láctea) antes de colidir com uma galáxia menor há mais de 400 milhões de anos, e foi justamente essa colisão que resultou nessa formação característica.

“Agora, esse sistema é composto por 2 anéis – um anel interno brilhante e um anel colorido circundante. Ambos se expandem para fora do centro como ondulações de um lago”, afirmou a agência espacial, em um comunicado.

Outros telescópios, incluindo o famoso Hubble, já flagraram a Galáxia Cartwheel (como é chamada no inglês), mas como uma imensa quantidade de poeira obscurece a visão desse sistema para telescópios de luz visível, certas estruturas não podiam ser vistas até então.

Com essa nova observação do Webb em infravermelho – método que vence essa barreira da poeira –, estrelas individuais assim como regiões de formação desses astros dentro da galáxia podem ser vistas facilmente.

Além disso, com os novos dados divulgados, os cientistas podem melhor compreender o comportamento do buraco negro que fica ao centro da “Roda de Carro” (embora o buraco negro em si não seja visível na imagem).

Fonte: O Sul

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