Clube abandona planejamentos pelos quais se preparava para a paralisação durar 30, 60 ou 90 dias: todas estouraram
Nos primeiros dias após a chegada da pandemia ao Rio Grande do Sul, o Inter fez um estudo no qual projetou a sua situação financeira para três panoramas, considerando o tempo de paralisação do futebol em 30, 60 e 90 dias. E desenhou detalhados cálculos do impacto nos cofres e formas de amenizar seus efeitos para cada um deles. Acontece que todos os prazos, inclusive o mais dramático, já estouraram. E, a partir de agora, o clube trata de resolver os problemas do dia e da semana, sem alongar planejamentos.
O Inter entrou em campo pela última vez em um domingo, dia 15 de março. Venceu o São José por 4 a 1 no estádio Passo D’Areia já sem público. Três dias antes, jogou o histórico Gre-Nal pela Libertadores, na Arena completamente lotada, que terminou sem gols. “Estamos vivendo um momento diferente, complicado. As projeções que fizemos não se realizaram. Afinal, é tudo novo”, segue Barcellos.
No início, os técnicos da área financeira do clube projetaram uma queda de receitas da ordem de R$ 100 milhões caso o futebol parasse por 90 dias. Esse prazo esgotou-se na semana passada e ainda não há perspectiva de retorno, principalmente das competições mais importantes do ponto de vista financeiro, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores.
“O momento é complicado e nos impõe sacrifícios. A janela de transferências está próxima e vamos ter que vender pelo menos um jogador para manter a viabilidade financeira do clube”, enfatizou o presidente Marcelo Medeiros, em entrevista concedida à Rádio Guaíba durante a semana.