Juro do cartão de crédito sobe em junho e atinge 269% ao ano – NoroesteOnline.com

Juro do cartão de crédito sobe em junho e atinge 269% ao ano

17 de julho de 2019
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Os juros médios do cartão de crédito subiram em junho, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada hoje. A taxa registrou aumento de 0,08 ponto percentual: passou de 11,41% ao mês (265,67% ao ano) em maio para 11,49% ao mês (268,83% ao ano) em junho. A taxa é a maior desde janeiro de 2019 (270,03% ao ano). No mês passado, o (Copom) Comitê de Política Monetária do (BC) Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. As informações são do portal UOL.

Cheque especial

Segundo a associação, os juros do cheque especial também tiveram alta, de 0,1 ponto percentual, passando de 11,69% ao mês (276,85% ao ano) em maio para 11,79% ao mês (280,92% ao ano) em junho. A taxa é a maior desde novembro de 2018 (282,97% ao ano).

Taxas média de juros

Com isso, a taxa média de juros para pessoa física passou de 117,02% em maio para 118% ao ano em junho. Veja como ficaram as taxas de juros para pessoa física, segundo a Anefac: Cartão de crédito: 268,83% ao ano (11,49% ao mês); Cheque especial: 280,92% ao ano (11,79% ao mês); Comércio: 79,59% ao ano (5% ao mês); Empréstimo pessoal nos bancos: 53,58% ao ano (3,64% ao mês); Empréstimo pessoal em financeiras: 118% ao ano (6,71% ao mês).

Os números são valores médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas.

Economia “maravilhosa”

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça que os dados sobre a economia estão “maravilhosos”. Ele afirmou que há uma “perspectiva de ascendência na questão da economia”, após a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara.

“A maior prova de que eu acredito na equipe econômica é não interferir. Está indo muito bem. Os dados são maravilhosos. De ontem para hoje, já está uma perspectiva de ascendência na questão da economia, dos dados da economia”, afirmou.

Apesar da declaração otimista do presidente, a situação não é exatamente “maravilhosa”. Houve melhora em Bolsa e dólar, por exemplo, mas outros dados não sustentam essa avaliação.

A projeção de economistas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2019, por exemplo, foi reduzida pela 20ª semana seguida: caiu de 0,82% para 0,81%.

No trimestre encerrado em maio, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego no País foi de 12,3%, em média, considerando tudo (com e sem carteira assinada). O índice ficou estável em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%), e caiu na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (12,7%). Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 13 milhões de pessoas.

Em relação às vagas com carteira assinada, o Brasil abriu 32.140 postos em maio. Apesar de positivo, o resultado foi o pior para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

EAD UNIJUÍ

31 de julho de 2019
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