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Micronagem contribui com classificação e agregação de valor à lã ovina das Missões

21 de setembro de 2022

O trabalho de micronagem é uma estratégia interessante que tem sido adotada como forma de classificar e agregar valor à lã ovina na região das Missões. Na quinta-feira, 15, a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) foi até a propriedade de José Antônio Dutra, localizada a 44 quilômetros da sede de Bossoroca, na divisa com Santo Antônio das Missões para a coleta de amostras que serão classificadas e certificadas pela Associação de Criadores de Ovinos (Arco).

O trabalho realizado na propriedade situada no Rincão do Barreiro ocorreu através de uma parceria entre os extensionistas dos Escritórios Municipais da Emater/RS-Ascar de Bossoroca e Santo Antônio das Missões, Helvio Antonio Crecencio e André de Oliveira, contando com o acompanhamento do gerente regional José Vanderlei Waschburger e do supervisor Joney Braun. Os extensionistas que participaram da ação possuem capacitação específica realizada junto à Arco, em São Sepé, no ano de 2016, sendo cadastrados como coletores de mechas de lã.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar José Vanderlei Waschburger destaca que na região existem três técnicos da Instituição capacitados para realizar o trabalho de micronagem em lã e diante dos benefícios a serem estendidos ao produtor a ideia é fazer com que seja estendido aos demais municípios das Missões que se destacam em ovinocultura.

Os produtores interessados podem buscar o escritório municipal da Emater/RS-Ascar, que realiza o cadastro no Programa Mais Ovinos, com isso a Arco envia a quantidade necessária de brincos para a identificação do rebanho a ser analisado. “Na propriedade, num primeiro momento é feita a brincagem no animal e é retirada uma mecha de lã de no mínimo cinco centímetros em um ponto específico. A amostra é identificada e enviada para a Arco, em Bagé, sendo que o produtor não tem nenhum custo com a prestação do serviço”, explica Oliveira. Também é feita uma identificação da propriedade em relação ao número dos animais, sexo e raça.

No laudo emitido em aproximadamente 10 dias pela Arco, o produtor recebe a devolutiva com informações sobre classificação da lã de acordo com sua espessura, sendo classificada em Merino Fino (menor que 18 micras), Merina (19 a 22 micras), amerinada (22,1 a 23,4 micras), Prima A (23,5 a 24,9), Prima B (25 a 26,4), cruza 1, 2 e 3 (a partir de 26,5).

O extensionista da Emater/RS-Ascar Hélvio Crecêncio observa que a tendência é cada vez maior da valorização das lãs finas e superfinas, com dificuldade de comercialização das lãs grossas. “A exigência da indústria é de uma classificação cada vez mais fina e a micronagem surge como aliada ao produtor, permitindo também que as lãs dentro do padrão de qualidade tenham a devida aceitação, sendo que quanto mais fina, mais valor lhe será agregado”, destaca.

Oliveira acrescenta que além da agregação de valor, a classificação de lã permite que o produtor adote várias estratégias de manejo na propriedade. “Por exemplo, quando ele observa que as matrizes prima B, cruza 1 ou superiores, com uma lã mais grossa, vai encaminhar para venda ou consumo e vai deixando o rebanho sempre com a lã mais fina, que dará mais retorno”, comenta, ao lembrar também que com a classificação é possível adotar estratégias mais precisas em relação à reprodução e genética do rebanho.

Através do Programa Mais Ovinos, a Arco oferece o trabalho de micronagem de forma gratuita aos produtores, e a Emater/RS-Ascar é parceira na coleta de amostras para enviar à micronagem.

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