Após ter a água cortada por dívidas em torno de R$ 180 mil do condomínio, os moradores indignados com a situação e também inconformados com o que vem ocorrendo no condomínio, entraram em contato com a reportagem do Noroeste Online para denunciar irregularidades.
Os moradores do local estão tendo que ir em casa de parentes e amigos para tomar banho e ir trabalhar devido ao corte de água ocorrido ontem e sem previsão de ser restabelecido o serviço.
De acordo com os moradores não há antiga gestão na sindicância do condomínio, já que há uma alternância entre síndico e vice-síndico, já que desde 2016 são as mesmas pessoas ou grupo que está a frente da administração do prédio. Os moradores relatam que o corte de água já ocorreu em outra oportunidade e acabam deixando moradores que trabalham e pagam as contas em dia passando vergonha com a situação.
Um dos moradores lembrou que há um contrato com a Caixa, onde não pode se vender ou alugar o apartamento, porém, a maioria é alugado e muitos já foram vendidos de forma ilegal. “A maioria dos moradores não são proprietários”, disse um morador. A denúncia vai além, os prédios não tem manutenção, sem luz de emergência há anos, não há vistoria, tem rachaduras e infiltrações. Há até ferro-velho ilegal dentro do condomínio onde uma pessoa que nem é morador larga sucatas no local, de acordo com proprietários de apartamentos que presenciam as cenas.

Os moradores salientam que também já foi levado a lista de todos apartamentos irregulares para o município e Caixa, mas que até hoje não foram tomadas as devidas providências. “Os apartamentos estão se destruindo, a gente paga, estamos com talão pago, mas sem água e vamos fazer o que?”, indignou-se um morador, que também relatou que há infiltração de água da chuva inclusive nas lâmpadas.
“Há pessoas irregulares aqui morando, já foi denunciado o fato e enquanto a maioria não for morador e proprietário aqui nós vamos continuar com esse problema”, comentou morador do Minha Casa.
Outros moradores do condomínio relataram os mesmos problemas inclusive enfatizando que o maior problema são os esquemas ilegais de venda e locação das unidades habitacionais. Em 2015 já houve problema de corte de água e desde aquela época os moradores buscam a individualização dos leitores de água.
Moradores enviaram uma lista de gastos condominiais apresentados aos moradores.



