O Mecanismo, série sobre a corrupção política no Brasil estreia 2ª temporada – NoroesteOnline.com

O Mecanismo, série sobre a corrupção política no Brasil estreia 2ª temporada

10 de maio de 2019
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Estreou hoje a 2ª temporada de O Mecanismo, série da NetFlix que retrata o esquema de corrupção política no Brasil. Nos primeiros 8 episódios da primeira temporada os ex-presidentes Fernando Collor, Dilma, Temer e Lula receberam outros nomes da trama, assim como os empreiteiros envolvidos nos esquemas e diretores de estatais. O esquema conta a história de um polícia federal, Ruffo, interpretado por Selton Mello, que descobre o milionário esquema de corrupção.

A abertura adotada no segundo ano havia sido feita para o primeiro, no entanto, questões jurídicas levaram a equipe a evitá-la. Sem problemas após a exibição, a Netflix autorizou a veiculação na nova temporada. Para o diretor José Padilha, esse início da série é uma das provas de que, desde a concepção, O mecanismo batia na tecla de que o sistema de corrupção era apartidário. Essa é também uma resposta do criador da produção brasileira às críticas feitas sobre a primeira temporada de que a série tinha uma atmosfera anti-petista.

Se a abertura dá a entender que outros políticos também fazem parte desse sistema de corrupção, a série também caminha nesta direção. Apesar de o diretor negar que a segunda temporada apresente uma mudança de postura, os novos episódios têm esse tom, com uma postura mais crítica, por exemplo, à figura de Sergio Moro — atual ministro da Justiça e Segurança Pública, mas que foi o juiz da Lava-Jato —, que, na produção, é representado pelo personagem Paulo Rigo (Otto Jr.), que passa de herói para alguém deslumbrado com a fama. “Estou contando a história da Lava-Jato. Ele começa como um herói. O erro do vazamento (do áudio da conversa entre Lula e Dilma Rousseff) foi criticado na segunda temporada”, explicou e ainda teceu críticas ao atual ministro e sua função no governo. “Saiu de herói nacional para salame fatiado”.

A primeira temporada tem como foco a caça do delegado Marco Ruffo da Polícia Federal ao doleiro Roberto Ibrahim e segue até a prisão de 12 empreiteiros envolvidos no esquema de corrupção. Já a segunda se passa entre 2014 e 2016 — mostrando desde a reeleição até o impeachment de Janete Ruscov (Sura Berditchevsky), uma clara referência a Dilma Rousseff — e coloca os holofotes na busca de provas para a prisão do empresário Ricardo Bretch, papel de Emílio Orciollo Netto. Com ajuda de Ruffo, a delegada Verena coloca a equipe, que tem ainda os policiais Vander (papel do ator Jonathan Haggensen) e Guilhome (Osvaldo Mil) atrás dessas pistas.

A segunda temporada marca ainda uma maior complexidade dos dramas pessoais. Para a delegada Verena, vivida por Caroline Abras, isso quer dizer maior espaço para os relacionamentos e da postura de liderança. “Enxergo a Verena muito mais agressiva e obstinada. Ela sai do lugar de aprendiz e se coloca no lugar de mestre”, comentou.

 

 

Fonte: COM INFORMAÇÕES DO CORREIO BRAZILIENSE

Profissional do Futuro Unijuí

3 de julho de 2026
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