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Os erros de higiene mais comuns na cozinha dos brasileiros que são riscos à saúde

18 de maio de 2022

Todos os anos, 600 milhões de pessoas ficam doentes e 420 mil morrem por causa de doenças transmitidas por alimentos. As causas mais comuns são as bactérias, que proliferam em comidas mal conservadas ou fora do prazo de validade. Elas podem provocar infecções gastrointestinais mais sérias, que em alguns indivíduos evoluem para quadros de vômito, diarreia, desidratação bem intensos.

Foi descoberto pelos cientistas que alguns hábitos comuns entre brasileiros na hora de armazenar e cozinhar os alimentos contribuem para esse cenário.

Lavar o frango na pia

De acordo com o levantamento recente, esse é o erro mais frequente entre os brasileiros. Muitos pensam que lavar a carne crua em água corrente elimina impurezas e aquela fina camada gosmenta que recobre a superfície desse alimento.

O hábito é errado e perigoso à saúde: o grande problema é que o jato de água que sai da torneira e bate no frango costuma respingar em tudo que está próximo. A recomendação, portanto, é não lavar o frango antes de temperar ou botar na panela (ou no forno).

Água para higienizar vegetais

Eis outro erro comum nos lares brasileiros: só passar um pouco de água em frutas, verduras e legumes consumidos crus e com casca, como é o caso de tomate, alface e maçã. Mesmo que essa limpeza superficial ajude a tirar impurezas maiores, ela não é capaz de eliminar completamente os micro-organismos que se acumulam na superfície desses alimentos.

A recomendação é mergulhá-los numa bacia que tenha uma mistura de água e hipoclorito de sódio por cerca de 15 minutos.

Não limpar as mãos

Agora, de nada adianta ter um alimento limpo se as mãos que você utiliza para manipulá-los estão sujas. Nesse caso, patógenos que foram parar nas unhas e nos dedos podem “pular” para a comida, num processo que os especialistas chamam de contaminação cruzada.

Crus e cozidos

Falando em contaminação cruzada, imagina o risco que você corre ao cortar uma carne crua e, na sequência, utilizar a mesma tábua e a mesma faca para destacar as folhas de uma alface. Os micro-organismos que estavam na carne podem passar diretamente para a verdura, que será consumida crua numa salada.

Esperar a comida esfriar

Cada micro-organismo possui uma temperatura ideal para se multiplicar. Algumas bactérias, por exemplo, se replicam mais rapidamente nos 25 ºC. Outras preferem 30, 35ºC e assim por diante.

Essa explicação nos ajuda a entender por que esperar o alimento esfriar para conservá-lo na geladeira não é uma boa ideia.

Prateleiras da geladeira

Prateleiras superiores, gavetas, compartimentos na porta… A temperatura pode variar consideravelmente de acordo com cada espaço do eletrodoméstico. E isso, mais uma vez, pode influenciar na multiplicação dos micro-organismos – alimentos frescos ou que já passaram pela cocção precisam ficar mais protegidos no frio, enquanto conservas, bebidas e temperos não necessitam de temperaturas tão baixas.

Carnes sem vedação

Que fique claro: a geladeira não impede completamente o processo de multiplicação dos micro-organismos. Eles vão continuar lá – e é natural que existam nos alimentos –, mas vão demorar muito mais para crescer e criar colônias. E um dos maiores riscos nesse ambiente mais frio está na forma com que guardamos as carnes cruas.

Geralmente, elas vêm dos açougues e dos supermercados em saquinhos ou bandejas de isopor e filme plástico e trazem um pouco de líquido ou sangue que carrega bactérias. Se a embalagem possui qualquer rasgo, esse material pode escapar e respingar em outros alimentos.

Descongelar alimentos

O freezer é o local onde ficam as comidas prontas, as carnes cruas, os sorvetes e o gelo. Ali, a temperatura é tão baixa que praticamente inviabiliza a sobrevivência dos micro-organismos. O perigo acontece na hora em que esses alimentos são descongelados.

Não limpar a geladeira

Por fim, não podemos nos esquecer de fazer a faxina periódica desse eletrodoméstico. O objetivo é eliminar manchas, cascas e restos que invariavelmente caem dos recipientes e das travessas. Todo esse material pode servir de comida para os micro-organismos.

Fonte: O Sul

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