Para profissionais mais velhos, estar em “grupo de risco” aumenta preconceito no mercado de trabalho – NoroesteOnline.com

Para profissionais mais velhos, estar em “grupo de risco” aumenta preconceito no mercado de trabalho

29 de setembro de 2020
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Uma pesquisa realizada pela Maturi, plataforma voltada para a geração de oportunidades e capacitação do público com mais de 50 anos, mostra que, entre os mais de 4 mil entrevistados, 39,2% consideram que a denominação “grupo de risco” para o coronavírus fez aumentar ainda mais o preconceito em torno desses profissionais.

Para os entrevistados, a classificação causa uma impressão errada de que pessoas maduras sejam mais fragilizadas e suscetíveis a adoecerem e que, por isso, não são positivas para empresas.

Além disso, quem discorda da nomenclatura afirma que, na atual situação do mundo, comportamentos de risco são o que verdadeiramente importam, os quais não são ditados pela idade.

Quem tem acima de 60 anos se enquadra no grupo de risco para o coronavírus, mesmo que não tenha nenhum problema de saúde associado, assim como pessoas de qualquer idade que tenham comorbidades como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade, asma, entre outras.

O CEO da Maturi, Mórris Litvak, destaca que o preconceito é um dos maiores obstáculos de quem tem mais de 50 anos quando o assunto é a busca por oportunidades.

“Uma visão errônea que muitos empregadores possuem é de que os maduros não são digitais. Pelo contrário, percebemos uma participação muito ativa deles em nossos cursos e eventos online, além da familiaridade com as ferramentas tecnológicas”, diz.

Principais resultados da pesquisa

Perfil no mercado: 38,1% são empresários ou empregadores; 34,7% têm empregos formais; 32,5% são autônomos, prestadores de serviço ou profissionais liberais; 10,9% estão desempregados; 10,3% têm empregos informais e 2,4% são aposentados.

Renda: 27,9% têm renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil; 27,1% possuem rendimentos até R$ 3 mil; 20,5% têm renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil; 20,3% ultrapassam os R$ 10 mil.

Estratégias financeiras durante a pandemia: 60,1% reduziram ou cortaram gastos, 31,4% não precisaram recorrer a nenhuma estratégia a curto e médio prazo, 30,5% procuraram por um novo ou segundo emprego, 26,8% retiraram alguma quantia da poupança e 0,4% recorreu ao Auxílio Emergencial do governo.

Durante o isolamento social: 77% só saem para o essencial, 12% não saem de casa de modo algum, 9% saem para trabalhar e 2% não aderiram ao isolamento.

Fonte: O Sul

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