Porto Alegre é quarta capital brasileira no ranking de incidência da tuberculose – NoroesteOnline.com

Porto Alegre é quarta capital brasileira no ranking de incidência da tuberculose

28 de agosto de 2019
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Doença infecciosa com maior índice de mortalidade no mundo, a tuberculose tem motivado ações de prevenção e combate por parte da prefeitura de Porto Alegre. A cidade ocupa atualmente o quarto lugar no ranking de incidência dentre todas as capitais brasileiras, com 81,7 casos para cada 100 mil habitantes). Em 2018, foram 1.373 novos diagnósticos.

Dados preliminares da equipe do telemonitoramento da SMS (Secretaria Municipal da Saúde) indicam que, de um total de 1.620 pacientes acompanhados pelas autoridades desde agosto do ano passado, 73,2% obtiveram a cura. Outros 12,9% abandonaram o tratamento.

A lista de capitais é encabeçada por Manaus-AM (104,7 casos por 100 mil habitantes), Rio de Janeiro-RJ (88,5), Recife-PE (85,5 casos) e Belém-PA (64,9 casos), seguida por Porto Alegre. O Rio Grande do Sul, por sua vez é o Estado com maior quantidade de retratamentos da doença.

O Plano Municipal de Enfrentamento da Tuberculose foi elaborado por técnicos do órgão. As principais estratégias para vencer a doença estão o telemonitoramento e a transição de cuidado, com ações que incluem contato por e-mail, telefone e WhatsApp como referência para médicos e demais profissionais de saúde que atenderem pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença pulmonar.

Segundo a assessora técnica da Coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids, Hepatites Virais e Tuberculose da SMS, Eveline Rodrigues, também serão utilizados na transição de cuidado e encaminhamento à instituição de referência, a fim de dar continuidade ao tratamento. As unidades oferecem tanto o teste quanto o tratamento por meio do SUS (Sistema Único de Saúde)

Mapeamento

O perfil epidemiológico da doença mostra que ela atinge predominantemente pessoas com baixa escolaridade, em sua maioria homens negros em idade produtiva. Entre os públicos de maior vulnerabilidade estão população em situação de rua, portadores de HIV/Aids, indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais da Saúde.

Pessoas atendidas nos Caps AD (Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) têm acesso a exames para identificar a presença de tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis. A iniciativa abrange, ainda, a capacitação de profissionais para a realização de exames e atendimento.

Conforme um manual publicado em 2018 pelo Ministério da Saúde, a incidência da doença nos indivíduos em situação de rua é 56 vezes maior que entre população em geral. A equipe da SMS de Porto Alegre tem oferecido mensalmente, junto com a ONG Prato Feito nas Ruas, exames para diagnóstico das doenças, sendo que as pessoas com diagnóstico positivo são vinculadas ao tratamento.

Outras ações incluem melhora no diagnóstico a partir de iniciativas como capacitar a rede para o exame de baciloscopia nas unidades de saúde, capacitar médicos da rede, disponibilizar a vacina BCG nas maternidades e facilitar o acesso ao tratamento. Hoje, o paciente pode retirar o medicamento onde achar mais conveniente, não necessariamente em sua unidade de referência.

A doença

Causada por uma bactéria (Bacilo de Koch) que ataca principalmente os pulmões – mas pode ocorrer em outras partes do corpo –, a doença é transmitida pelo ar. Tosse por mais de duas semanas, associada a um ou mais sintomas – transpiração excessiva à noite, cansaço, falta de apetite, emagrecimento e febre – pode configurar a doença. Nesse caso, a orientação é procurar a unidade de saúde para fazer o exame e, em caso positivo, iniciar o tratamento imediatamente.

O principal exame é a baciloscopia, possibilitando a análise direta da secreção excretada pelos pulmões. O tratamento consiste em medicação de uso regular, todos os dias, no mesmo horário, durante seis meses, no mínimo. Em caso de interrupção antes do previsto, a pessoa pode ter recidiva e desenvolver uma tuberculose resistente aos medicamentos do esquema básico. A tuberculose tem cura, desde que o tratamento tenha continuidade até o final.

Uma das principais dificuldades no combate é o abandono do tratamento, que tem em Porto Alegre uma taxa de 24%. Normalmente, o processo dura seis meses, mas pode se estender a um ano ou mais, conforme a multirresistência que o bacilo adquire após a interrupção. Alimentação desregrada, exposição a intempéries climáticas e a ambientes insalubres facilitam o contágio.

Fonte: O Sul

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