Saúde discute estratégias sobre o coronavírus com representantes de municípios do Vale do Sinos – NoroesteOnline.com

Saúde discute estratégias sobre o coronavírus com representantes de municípios do Vale do Sinos

5 de fevereiro de 2020
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A secretária da Saúde, Arita Bergmann, recebeu nesta quarta-feira (5/2) representantes dos municípios do Vale do Sinos para alinhar estratégias de prevenção ao novo coronavírus. A região foi a primeira do Estado a identificar um suspeito, em São Leopoldo, que já foi descartado. Dois casos da região ainda estão em investigação, notificados por Novo Hamburgo e Morro Reuter. Ambos residem na China e procuraram atendimento durante estadia no Estado. Os dois estão com sintomas leves e em isolamento domiciliar.

Além disso, o polo couro-calçadista da região tem por característica a circulação de pessoas daqui para a China e vice-versa, fato que aumenta o alerta dos gestores locais. Atualmente, o país asiático é o único considerando pela Organização Mundial de Saúde como local de transmissão da doença.

A reunião foi um pedido da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars). Presidente da entidade, o prefeito de Campo Bom, Luciano Orsi, destacou a preocupação dos gestores. “Como o primeiro registro foi na nossa região, logo buscamos o Estado para nos atualizar sobre as medidas a serem adotadas”, afirmou.

A agenda contou ainda com a presença da vice-prefeita de São Leopoldo, Paulete Souto, secretários de saúde da região e a gestora da 1ª Coordenadoria Regional da Saúde, Ana Maria Rodrigues.

Na oportunidade, a secretária Arita reforçou a importância de as coordenadorias regionais criarem comitês para tratar do tema, com ações alinhadas às diretrizes do governo do Estado e Ministério da Saúde. “Temos no Rio Grande do Sul diferentes situações, de acordo com as regiões, por isso os planos terão peculiaridades de um lugar para outro”, afirmou.

A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Rosângela Sobieszczanski, apresentou a descrição hoje utilizada para a definição de casos suspeitos e o fluxo de atendimento nessas situações. As ações descritas são embasadas no conhecimento atual sobre o novo coronavírus (2019-nCoV) e estão em consonância com as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

É considerado suspeito alguém que, nos últimos 14 dias, tenha viajado para a China e que apresente febre acompanhada de tosse ou dificuldade para respirar, ou então a pessoa que tenha tido contato com um caso suspeito e também apresente esse quadro clínico.

A partir da identificação de um caso suspeito, é importante isolar o paciente, por meio da colocação de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais. Da mesma forma, os profissionais de saúde que atendem a pessoa devem usar os equipamentos de proteção individual (EPIs) previstos pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa).

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