Secretaria da Agricultura apresenta propostas para utilização do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul – NoroesteOnline.com

Secretaria da Agricultura apresenta propostas para utilização do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul

12 de abril de 2019
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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) apresentou na terça-feira (9) uma série de propostas técnicas que serão tratadas pelo grupo de trabalho (GT) criado pelo estado para promover ações relativas à utilização do agrotóxico 2,4-D no Rio Grande do Sul. Os promotores de Justiça Alexandre Saltz e Ana Maria Moreira Marchesan, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, acompanharam a reunião.

Na ocasião, o secretário Covatti Filho apresentou as sugestões à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, acompanhado por técnicos da pasta e representantes das secretarias da Saúde, do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Procuradoria-Geral do Estado.

Covatti Filho agendou a primeira reunião do GT para o próximo dia 17, às 9h, na Seapdr. Em seguida, no dia 23, as sugestões serão apresentadas às cadeias produtivas que sofreram prejuízos em decorrência da deriva do 2,4-D, em reunião a ser realizada na sede do Ministério Público, em Porto Alegre.

O GT foi criado a partir de pedido encaminhado pelo secretário Covatti Filho ao governador Eduardo Leite. O grupo será composto por representantes de diferentes secretarias: da Agricultura, por intermédio da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa) e Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov); do Meio Ambiente e Infraestrutura; e da Saúde.

Também foram convidados a participar os ministérios públicos estadual e federal, Ministério da Agricultura, Embrapa, Emater/RS-Ascar, Farsul, Fetag/RS e Famurs. O grupo de trabalho pode requerer a participação de outros órgãos públicos e entidades civis com conhecimento nas culturas de citros, maçã, erva-mate, noz-pecã, oliva, uva e vinho, soja e arroz.

O 2,4-D é um herbicida utilizado para controlar ervas daninhas no cultivo da soja. No fim de 2018, seu uso inadequado fez com que houvesse deriva do produto para outras áreas de cultivo, causando prejuízo em dezenas de propriedades em vários municípios gaúchos, em culturas como uvas, oliveiras, maçã, milho, azevém e até campo nativo. Deriva é parte da calda aplicada que não atinge o alvo (plantas, por exemplo) durante ou após uma aplicação.

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