As sete vítimas da chacina na zona Norte de Porto Alegre foram mortas por tiros na cabeça, de acordo com o delegado Paulo Grillo, que comanda as investigações. “Temos um cenário de execução, sete pessoas mortas e uma ferida”, explicou Grillo nesta sexta-feira.
O modus operandi do grupo envolvido no ataque será analisado e comparado a outros homicídios, compondo as pistas da investigação, que busca identificar os executores. “É um componente que, com certeza, vai fazer parte do contexto da identificação”, explicou o delegado.
Segundo ele, a suspeita é que duas ou três pessoas tenham descido de um veículo ainda não identificado por volta das 20h de quinta-feira, entrado na residência e disparado contra as vítimas. Outras pessoas estavam no local, no momento do tiroteio, mas conseguiram sair da casa.
A chacina tem como pano de fundo o tráfico de drogas. Dentro deste contexto, há duas possibilidades, disputa entre facções ou cobrança por dívidas. “O local era uma casa bastante precária que servia de passagem para homens e mulheres consumirem drogas. Dentro deste cenário, a investigação vai se desenvolver para buscar esclarecimentos necessários para responsabilizar os autores”, destacou.
A Polícia Civil já identificou cinco das sete vítimas da chacina: Adriano Müller Guimarães, 35 anos, Breno Eli Silva de Freitas, 71, Najara Katiane Schumacher Pereira, 30, Douglas Seelig de Fraga, 38, Jair da Luz Souza, 49 anos. Tem ainda um homem que ficou ferido e está internado no Hospital Cristo Redentor.
Em um primeiro momento, familiares de Najara informaram à Brigada Militar que ela estaria grávida. No entanto, médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atenderam a vítima, negaram a informação.